terça-feira, 21 de outubro de 2008

Poeta santareno

Felisbelo Jaguar Sussuarana

Saiba mais um pouco sobre a vida deste poeta mocorongo

Foram seus pais Alexandre Alves da Silveira Sussuarana e Filomena Nóvoa Sussuarana. O poeta nasceu em Santarém a 28 de abril de 1891 e faleceu a 10 de outubro de 1942, em sua cidade natal. Ele iniciou seus estudos em Santarém e depois em Belém estudou até a terceira série ginásio.
Foi casado com Raimunda Miranda Sussuarana e com ela teve cinco filhos: José Maria, Edmir, Maria Madalena, Wladimir e Joana D Arc. Em segunda núpcias com Antônia Ceci Carvalho Sussuarana, que lhe deu seis filhos: Claudionor, Felisberto, Miriam, Renato, Jairo, e Emanuel.
Voltando a sua cidade natal, o escritor torna-se um autodidata, dominando vários campos de conhecimento como o da filologia, o da gramática. Na poesia ele doi romântico, parnasiano, simbolista e modernista. Para o teatro criou peças dramáticas: ”O Divino Martírio” e comédia “República das Saias” e revistas regionais “Seu libório”, “Eu vou Telegrafar”e “olho de Boto”.
Assim como o escritor Paulo Rodrigues dos Santos, Felisbelo preferia pseudônimo: Flávio Tapajós, Mane joão, Flavius, Vespa, Mundico Mlagueta, Índio Tupaiuna, Chico do Futuri e professor X.
O MERGULHO DE FELISBELO SUSSUARANA NO CLARO-ESCURO DO HOMEM E DA OBRA foi produzido por seu filho Felisberto Sussuarana, para comemorar o centenário de nascimento de seu pai. A produção foi editada pelo prefeito Ronan Liberal e lançada em 22/06/1991, quando Santarém festejava 330 anos de Fundação.
Felisbelo Jaguar Sussuarana foi homenageado pelo governador do Estado do Pará, que deu o nome do poeta a uma escola de segundo grau, inaugurada em 1980.


Em busca de alegria

Entra no bar, o passo tardo, e sonda
com mudo olhar a sala, a procurar
um pouco; e vai-se, após, triste, sentar
junto a uma branca sórdida e redonda.

Sorve depois a tóxica e hedionda
bebida predileta, e sem mirar
este que palra, aquele a gargalhar,
da dor busca olvidar a negra ronda.

E bebe, e bebe mais... E, assim, bebendo,
com ânsia, com furor vai-se esquecendo
das garras das desdita que o atrofia.

E, ébrio, é feliz e bela a vida sente.
e rindo com seu riso de inconsciente,
encontra, enfim, um pouco

Por Marcela Lima

Notícia

Bolsistas e voluntários de Extensão

A Coordenadoria de Extensão realizará uma reunião com bolsistas e voluntários de projetos de extensão da UFPA/Campus de Santarém.

A Coordenação de Extensão informa aos bolsistas e voluntários de projetos de extensão que na próxima quinta-feira (23/10/08), na sala 02, bloco I, às 15:00 horas realizará uma reunião, para tratar de questões referentes a 11ª Jornada Universitária de Extensão da UFPA/Belém. A 11ª Jornada de Extensão será realizada nos dias 11, 12 e 13 de novembro de 2008, no Campus do Guamá/Belém – PA.

Marcela Lima

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Poeta Santareno

Ruy Guilherme Paranatinga Barata

Este poeta representa a expressividade da poesia santarena.

Seus pais foram Alarico de Barros Barata e Maria José (Nova) Barata. Ruy nasceu no dia 25 de junho de 1920, em Santarém e faleceu no dia 23 de maio de 1990, em São Paulo, mas foi sepultado em Belém. Casou-se com Norma soares Barata com quem teve oito filhos: Maria Diva, Alarico Bruno, Ruy Antônio, Paulo André, Maria Helena, Maria Nazaré, Maria Inez e Cristóvão Jaques.
Ruy Guilherme atuou na área de advocacia, foi político (deputado estadual, trabalhou na câmara federal e suplente) e jornalista.
O escritor lançou alguns livros, citaremos dois: “Anjo dos abismos” e “Linha imaginária”.
Composições poéticas do autor: Breves considerações sobre o amanhecer, Canção dos 40 anos, Nativo de câncer (trechos), Pauapixuna, Salmo.


Um pouco de poesia de Paranatinga

Urgente
Música de Antônio Galdino

Urgente,
Urgentissimamente,
Numa estrela cadente,
Vou aí te buscar.

Ausente,
Dos teus braços ausentes,
Aprendi, novamente,
A saber perdoar.

Ardente,
Ardentissimamente,
Pretendi te esquecer.
Mas vi
Que meu verso demente,
Dementissimamente,
Só se nutre de ti.

Carente,
Como o chão da semente,
Enrolei a patente
De mulher sem senhor
E vou.
Vou na estrela cadente
Candentissimamente,
Acender teu amor.


Por Marcela Lima

Conto: parte 2

Até hoje não sei o motivo de aquela senhora ter me procurado. E esse é um mistério que carregarei até o fim de minha vida. Mais isso, já não tem nenhuma importância. Depois que a velha saiu eu fiquei durante horas pensando a respeito de ter ou não a criança. Ficava imaginando como eu iria sustentar meu filho sem ter um emprego, porque ninguém me empregaria grávida. Ou mesmo onde nós iríamos morar, porque eu não conhecia nenhum outro parente que nos desse abrigo.
Mas por outro lado, sabia que o bebê não tinha culpa nenhuma e que eu não poderia responsabilizá-lo pelos meus atos. Existia alguma parte em mim que queria o bebê, talvez a mesma inocência que me fez acreditar naquele amor dos dezesseis anos. Quando pensava em ter meu filho nos meus braços eu ficava muito feliz a ponto de desistir daquela maldita idéia. Dos raros momentos que tive com Ricardo, ainda posso sentir seu cheiro e como ele era carinhoso. Talvez nós não soubéssemos o que estava nos acontecendo, afinal estávamos acometidos pelo primeiro amor. E a primeira paixão sempre carrega a inocência, a curiosidade a busca pelo desconhecido. As recordações que pude guardar do pai do meu filho foram poucas, pois foi apenas num único encontro que tudo aconteceu.
Foram os momentos mais tensos de minha vida. Apesar de ser uma menina, eu não queria que meu filho crescesse sem a presença de um pai, pois eu sabia bem o que significava não conhecer o próprio pai, ao menos ele teria uma mãe. E eu apesar de ter sido criada por familiares, na verdade nunca recebi carinho de um pai nem de uma mãe.
Eu ficava imaginando se o Ricardo voltasse, nós nos casaríamos e teríamos nosso filho e talvez muitos filhos e viveríamos naquela cidade até a nossa velhice. Mas tudo isso não passava de um sonho, pois eu sabia que nunca mais o veria de novo.
Ao anoitecer Dona Zica chega com as ervas e logo perguntou se tinha alguém em casa, eu disse que estava sozinha, pois meus tios tinham ido à igreja e só iriam chegar mais tarde. Ao ouvir essas palavras à velha foi imediatamente para cozinha para preparar o chá. E eu apressadamente lhe acompanhei. Ficava procurando as palavras de como lhe falar que eu havia desistido do plano. Eu achava essa palavra tão inescrupulosa para qualificar o que estava acontecendo, mas talvez eu fosse isso mesmo, pois nada justificaria minha escolha.
Chegando lá eu perguntei se ela precisava de ajuda. Ela respondeu dizendo que não, pois a receita era simples, bastava misturar todas as plantas, acrescentando água e depois colocar no fogo e num tempo de quatro horas a gororoba estaria pronta. E foi nesse momento que percebi que não se tratava de um simples chá.
Foi então quando tomei coragem para lhe falar que eu queria ter a criança. Dona Zica ficou espantada e disse que eu estava louca. Como eu poderia criar um bebê sendo tão ingênua e inexperiente. É que eu tinha sido enganada pelo primeiro calhorda que apareceu na frente e minha imaturidade só iria maltratar o bebê.
Ela ainda me chamou de ingrata, pois ela era a única pessoa que realmente estava tentando me ajudar. E que eu era muito ingênua para perceber que a vida não era tão simples como imaginava, pois eu ainda não tinha deixado de ser uma menina, inocente e indefesa. O mundo é cruel para todos, mas é mais cruel para os frágeis.
Depois de todo esse sermão eu resolvi ouvir os conselhos daquela velha senhora. Afinal ela era a única pessoa que me apoiava e que sabia do meu drama. Ela pediu que eu esperasse no quarto e que quando estivesse pronto ela levaria até lá.
Passadas algumas horas, Dona Zica chega com um litro cheio do líquido para eu tomar. Eu pedi a ela que deixasse em cima da mesa. Ela disse que ia embora porque não queria que meus tios a visse, e também que se eu precisasse de alguma coisa era só procurá-la na sua casa.
Depois que ela saiu eu comecei a sentir fortes dores. Eu deitei na cama e percebi que estava com hemorragia. Tia Diná e tio Casé tinham acabado de chegar da missa e ouviram meus gritos. Eles mandaram chamar uma amiga enfermeira da tia Diná. Ela disse que eu tinha perdido o bebê e que não precisavam se preocupar comigo, pois iria ficar bem.
Após esse episódio eu decidi ir embora para a cidade grande. E lá recomeçar minha vida.

Autora: Marcela Lima

Conto: parte 1

Quando eu era uma menina


Eu morava numa cidade pequena, pacata e solitária. Lá moravam poucas pessoas. A vila era constituída basicamente pela igreja e por uma praça. Há, tinha uma escola que eu estudava que se chamava Santiago dos Reis. Nessa época eu devia ter uns dezesseis anos e morava na casa dos meus tios, meus pais haviam morrido quando ainda era criança e por isso não guardava nenhuma recordação deles.
Não lembro de muita coisa, pois à distância ou o tempo às vezes nos fazem esquecer coisas que nos fizeram sofrer. Afinal já faz muito tempo e hoje sou apenas uma garota mulher que se recorda de um passado que um dia foi um presente triste.
Tinha um garoto na escola por quem eu era apaixonada, ele era um pouco magro e tinha os olhos grandes e cabelos claros, não sei bem ao certo, mas o garoto aparentava ter menos de vinte anos.
Eu era muito menina nunca havia namorado e talvez não soubesse nem o que era beijar. Naquela época as famílias não conversavam em casa com seus filhos sobre esses assuntos. Talvez eles passassem uma educação que seus pais lhe deram e não percebiam que a vida e o tempo nunca são o mesmo.
O rapaz de olhos graduados se chamava Ricardo. A primeira vez que nos encontramos foi atrás da escola. Lá foi também meu primeiro beijo.
No outro dia quando fui procurá-lo na escola soube que ele tinha ido embora para outra cidade, pois seus pais o tinha transferido para uma escola de mais prestígio que aquela. Depois daquele encontro sabia que nunca mais o veria, pois sabia que o meu destino estaria preso àquela velha cidade.
Algumas semanas se passaram e eu me sentia como se estivesse doente, mas o que me afligia eram apenas saudades. O meu quarto era escuro e pequeno. Nele só tinha uma cama e alguns quadros meus. Naquele tempo eu gostava de pintar, talvez porque eu fosse apenas uma garota.
Não tinha nenhum médico que morasse na vila, por isso eu tinha que esperar todo mês a visita do doutor Sião. Ninguém sabia o que eu tinha. Sentia enjôos, e muito sono e a minha menstruação fazia dois meses que não vinha.
No mês seguinte o médico disse que eu estava grávida. Tia Diná e tio Casé quiseram me bater, mas não podiam se não matariam meu filho. Desde desse dia não sai mais do quarto, pois não tinha coragem de enfrentar as pessoas na rua. Uma vez sai para comprar um chocolate e uma senhora me apontou o dedo como se eu fosse uma criminosa.
A partir daí não tinha mais forças para viver. Meus tios haviam me dito que eu só ficaria na casa até o bebê nascer e depois eu teria que procurar outro local para morar, pois sua casa não aceitava filho de mulher solteira.
Eu não podia nem mais pintar, pois a tinta poderia fazer mal para a criança. Certo dia eu recebi a visita de uma senhora que aparentava já ser de idade. Nesse dia eu estava só em casa. A primeira coisa que lembro dela é o seu nome, ela se chamava dona Zica. Eu já tinha ouvido falar sobre ela. A maioria das pessoas não gostava dela, porque diziam que ela era uma velha curandeira e que ela tinha contato com os espíritos.
Uma da muitas histórias que o povo comentava foi que certa vez um homem chegou a sua casa e pediu que ela lhe ajudasse a descobrir que doença tinha sua filha. A velha passou umas ervas e disse que a menina iria se curar caso tomasse aquele remédio. E foi o que aconteceu.
Quando ela chegou ao meu quarto foi logo me perguntando se eu queria o bebê. Eu respondi dizendo que estava meio confusa, pois não sabia como iria criar a criança, pois não tinha apoio da família e o pai da criança tinha ido embora e eu não tinha como entrar em contato com ele.
Dona Zica me disse que sabia o que fazer para que eu não tivesse o bebê. Então, ela me indicou umas plantas e disse o local onde eu poderia comprá-las, e que se eu quisesse, ela poderia ir comprar e preparar o chá para mim. Eu não sabia o que responder, mas no impulso disse a ela que aceitava.
Quando olhei no relógio já era quase à hora do almoço e pedi a senhora que fosse embora, pois meus tios viriam para casa. A velha saiu e disse que quando voltasse já traria as ervas e que eu não precisava me preocupar quanto ao dinheiro, porque ela conhecia um senhor que poderia lhe fornecer a planta sem precisar pagar, pois o homem lhe devia uma dívida.

Autora: Marcela Lima

sábado, 18 de outubro de 2008

Notícia

Vestibulinho 2008

A prova do Processo Seletivo à Mobilidade Acadêmica Externa 2008 (Vestibulinho) será realizada no dia 21/12/08.

A Universidade Federal do Pará disponibiliza 147 vagas em 61 cursos, tanto na capital quanto no interior do estado para o Processo Seletivo à Mobilidade Acadêmica Externa 2008, conhecido como “Vestibulinho”. O prazo de encerramento de inscrições para isenção de matrícula terminará na quarta-feira (23/10/08). O candidato interessado em conquistar a isenção da taxa de matrícula terá que declarar e confirmar a hipossuficiência financeira. O candidato ganhará a isenção, caso apresente renda familiar de até metade do salário mínimo. A divulgação da lista de isentos será no dia 28/10/08, no site do CEPS – Centro de Processos Seletivos da UFPA.

As inscrições regulares para o vestibulinho começarão a partir das 10 h do dia 04/11/08 e vão até às 22h do dia 20/11/08. O valor da inscrição é R$ 75,00 e será feita somente via Internet. Podem fazer o concurso, os estudantes graduados ou aqueles que ainda estão cursando o ensino superior.

A prova será realizada no dia 21 de dezembro de 2008 e será composta por 40 questões de múltipla escolha conforme a área do conhecimento do curso pretendido e uma redação. Há cinco áreas do conhecimento descritas no edital: As ciências Exatas e da Terra, Ciências da Vida e da saúde e Ciências das Humanidades I, II e III.

Os estudantes interessados em fazer sua inscrição ou consultar o conteúdo programático e o edital do vestibulinho podem pesquisar no site www.ceps.ufpa.br.

Marcela Lima
Florbela Espanca

Ser poeta


Ser poeta é ser mais alto, é ser maior
Do que os homens! Morder como quem beija!
É ser mendigo e dar como quem seja
Rei do Reino de Aquém e de Além Dor!


É ter de mil desejos o esplendor
E não saber sequer que se deseja!
É ter cá dentro um astro que flameja,
É ter garras e asas de condor!


É ter fome, é ter sede de Infinito!
Por elmo, as manhãs de oiro e de cetim...
é condensar o mundo num só grito!


E é amar-te, assim, perdidamente...
É seres alma, e sangue, e vida em mim
E dizê-lo cantando a toda a gente!

Tempo de Poesia

flor de açucena

Quando acariciei o teu dorso,
campo de trigo dourado,
minha mão ficou pequena
como uma flor de açucena
que delicada desmaia
sob o peso do orvalho.

Mas meu coração cresceu
e cantou como um menino
deslumbrado pelo brilho
estrelado dos teus olhos.

Thiago de Mello, poeta

Tempo de Poesia

As sem-razões do amor

Eu te amo porque te amo,
Não precisas ser amante,
e nem sempre sabes sê-lo.
Eu te amo porque te amo.
Amor é estado de graça
e com amor não se paga.

Amor é dado de graça,
é semeado no vento,
na cachoeira, no eclipse.
Amor foge a dicionários
e a regulamentos vários.

Eu te amo porque não amo
bastante ou demais a mim.
Porque amor não se troca,
não se conjuga nem se ama.
Porque amor é amor a nada,
feliz e forte em si mesmo.

Amor é primo da morte,
e da morte vencedor,
por mais que o matem (e matam)
a cada instante de amor.

Carlos Drumond de Andrade

Tempo de Poesia

A noite grande

Sem o coaxar dos sapos ou o cricri dos grilos
Como é que poderíamos dormir tranqüilos
A nossa eternidade? Imagina
Uma noite sem o palpitar das estrelas
Sem o fluir misterioso das águas.
Não digo que a gente saiba que são águas
Estrelas
Grilos...
_ morrer é simplesmente esquecer as palavras.
E conhecermos Deus, talvez,
Sem o terror da palavra DEUS!

Mário Quintana, poeta

Apresentação Teatral

Projeto Sexta 6 ½

Por Marcela Lima

A segunda apresentação do projeto Sexta 6 ½ será no dia 24/10, com a turma de Letras 2008, no auditório Wilson Fonseca da UFPA/Campus de Santarém.


O Projeto Sexta 6 ½ tem como objetivo divulgar produções acadêmicas científicas e artísticas, tanto de alunos quanto de professores, da UFPA/Campus de Santarém e também de interessados de outras instituições. Nesse sentido, a intenção é promover a integração da comunidade acadêmica. O projeto tem realizado encontros quinzenais, sendo que a segunda apresentação será de responsabilidade da Turma de Letras 2008 (noite): Culminância da disciplina Língua Portuguesa II com a encenação da obra de Marcos Bagno “A língua de Eulália: novela sociolingüística”.

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Inscrição para fiscal

O CEPS - Centro de Processos Seletivos informa a comunidade acadêmica (servidores e discentes) que o cadastro para concorrer à seleção para trabalhar como fiscal iniciará a partir das 10:00 horas do dia 28/10/08.

O cadastramento dos interessados em trabalhar como fiscal no Processo Seletivo Seriado – PSS 2009 e Processo Seletivo à Mobilidade Acadêmica Externa da UFPA deverá ser realizado via on-line, através do sítio www.ceps.ufpa.br/fiscal.

Para efetuar o cadastro, o candidato deverá ter, obrigatoriamente, RG, CPF e PIS/PASEP. A remuneração para aqueles que trabalharem como fiscal será no valor de R$ 80,00 e será liberada 15 (quinze) dias após a prestação do serviço.

Período para cadastramento no Sistema Fiscal:
Das 10 h do dia 28/10/08 às 18 h do dia 07/11/08 – Para trabalhar na Mobilidade Acadêmica.
Divulgação dos sorteados – 09/12/2008.
Das 10 h do dia 28/10/08 às 18 h do dia 07/11/08 – Para trabalhar na 1ª Fase do PSS 2009 (Dia da Prova: 07/12/2008).
Divulgação dos sorteados – 14/11/2008
Das 10 h do dia 10/12/2008 às 18 h do dia 19/12/2008 – Para trabalhar na 2ª Fase do PSS 2009 (Dia da Prova: 11/01/2009).
Divulgação dos sorteados – 29/12/2008
Das 10 h do dia 14/01/2009 às 18 h do dia 21/01/2009 – Para trabalhar na 3ª Fase do PSS 2009 (Dia da Prova: 01/02/2009).
Divulgação dos sorteados – 26/01/2009

A seleção será via sorteio eletrônico dentre os cadastrados.

Marcela Lima

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Encontro Semanal de Biologia

Café com Ciência

Por Marcela Lima

O tema do Café com Ciência nesta quinta-feira (09/10) será:Atividades Analgésicas e antiinlamatórias do extrato aquoso das raízes de Glycine tomentella.
Palestrante: é a bolsista do Pibic/UFPA Ellenn Suzany Aranha. O encontro começará às 07:00 horas, no Laboratório de Ensino da Biologia.

Evento Acadêmico

Congresso de Língua Portuguesa

Por Marcela Lima

O GELOPA – Grupo de Estudos Lingüísticos do Oeste do Pará, juntamente com a Faculdade de Letras e a UFPA/Campus de Santarém realizarão O Congresso de Língua Portuguesa: Língua, Cultura e Educação, nos dias de 26 a 28 de novembro de 2008. O evento pretende discutir problemas relacionados ao ensino de Língua Portuguesa, através de palestras, mesas-redondas, oficinas e mini-cursos. Além disso, o Congresso se propõe a divulgar os projetos de pesquisa que são desenvolvidos na UFPA/Campus de Santarém, da Faculdade de Letras, incentivando, desse modo, a apresentação de trabalhos acadêmicos.
O Congresso de Língua Portuguesa contará com a presença de conferencistas de fora como : Prof. Dr. Luiz Percival Leme Britto – (Universidade de Sorocaba), Prof. Dr. Kilpatrick Muller Bernardo Campelo (Universidade Federal do Piauí), Prof. Dr. Abdelhak Razky (Universidade Federal do Pará), além do poeta amazonense Thiago de Mello (homenageado do Congresso), As inscrições estão sendo realizadas no Laboratório de Letras, nos turnos: manhã, tarde e noite.
Maiores informações podem ser encontradas no site do GELOPA: www.gelopa.com
Local de realização do evento: UFPA/CAmpus de Santarém

CONVITE

Participe do Projeto Sexta 6 ½

Por Marcela Lima

O Projeto Sexta 6 ½ tem como objetivo divulgar produções acadêmicas científicas e artísticas, tanto de alunos quanto de professores, da UFPA/Campus de Santarém e também interessados de outras instituições, no sentido de promover a integração da comunidade acadêmica. O projeto pretende realizar encontros quinzenais, sendo que a primeira apresentação será no dia 10/10/08, com o tema: Noite Cultural em Homenagem a Renato Russo: 12 anos de saudade! A segunda apresentação será 24/10, com a Turma Letras 2008: Culminância da disciplina Língua Portuguesa II com a encenação da obra de Marcos Bagno “A língua de Eulália: novela sociolingüística”.
O GELOPA (Grupo de Estudos Lingüísticos do Oeste do Pará) ficará responsável no dia 30/10 com a apresentação de: “Sonetos e Canções” (haverá apresentação musical, declamação de poemas e o varal da poesia).

O GELOPA e o Centro Acadêmico de Letras Ruy Barata contam com a presença da comunidade acadêmica!

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Notícia

Curso de Linguagem de Programação – JAVA

Acadêmicos de BSI 2007 realizarão Curso de JAVA para iniciantes, na UFPA/Campus de Santarém.

A turma de BSI 2007 realizará um curso de Linguagem de Programação – JAVA para iniciantes, no período de 11 de outubro e término (provável) até 07 de novembro. O curso é endereçado aos estudantes do curso de BSI (Bacharelado em Sistema de Informação) e de Matemática. O JAVA será realizado na sala de Teoria e Prática da Faculdade de Sistema de Informação (STP, bloco II) – UFPA/Campus de Santarém, nas terças, quintas (19:00 às 22:00 hs) e sábados (14:00 às 18:00 hs). As inscrições estão sendo realizadas no Laboratório dos bolsistas com o valor de R$ 40,00 reais. O Curso de JAVA conta com a carga horária de 40h/aulas e com entrega de certificado (aos concluintes) ao término do curso.

Marcela Lima

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

Cidade de Curuá





Cidade de Curuá em época de cheia.

Flash


Programa de Extensão Olho de Boto aplicará oficinas de produção de textos com alunos do ensino médio.



Aulenice Ferreira

Com o intuito de levar o conhecimento acadêmico para a comunidade, o Programa de Extensão Olho de Boto aplicará, em outubro, oficinas com alunos do ensino médio das escolas Pedro Álvares Cabral e Almirante Soares Dutra. As oficinas consistem em produções textuais com base nos gêneros jornalísticos. Nelas, os estudantes são também incentivados à leitura de textos de jornais e aprendem técnicas de como se comunicar bem em público. Em média, serão atendidos 50 alunos. Os participantes do projeto recebem no final das oficinas certificados de participação e os melhores textos são publicados no blog do Jornal Olho de Boto. As oficinas estão previstas para iniciarem no dia 11 de outubro e ocorrerão no Campus da Universidade Federal do Pará, aos sábados, tendo como ministrantes as acadêmicas participantes do Programa.
No primeiro semestre de 2008, o projeto O Uso de Artigos Científicos e Jornalísticos como instrumento para a produção textual e ensino-aprendizagem da Língua Portuguesa foi aplicado com alunos da Escola Felisbelo Jaguar Sussuarana durante de três meses, os quais apresentaram um grande desenvolvimento na produção escrita.

Formatura da Turma de Letras 2004/1

Na sexta-feira (26/09/08) aconteceu a Noite de Outorga da Turma de Letras 2004/2. A cerimônia teve início às 19:00 horas, no Auditório Wilson Fonseca, na UFPA – Campus de Santarém. A festa no Atlético Clube Cearense foi realizada no sábado (27/09/08), a partir das 21:00 horas e contou com a presença de vinte e cinco formandos.

Marcela Lima

Notícia

SBPC – SOCIEDADE BRASILEIRA PARA O PROGRESSO DA CIÊNCIA

Por MArcela Lima

A reunião do SBPC Regional ocorrerá em Oriximiná de 4 a 7 de novembro de 2008.
As inscrições iniciarão a partir do dia 15 de outubro, estendendo-se até o dia 30 de outubro. Maiores informações estarão disponíveis no site: www.sbpcnet.org.br, na Coordenação de Pesquisa e Pós-Graduação e através do fone: 3064-9084. Provavelmente o site só estará liberado, a partir do início das inscrições, já que a página do SBPC Regional ainda está sendo montada.

terça-feira, 30 de setembro de 2008

Feira do Vestibular





Notícias

Por Marcela Lima

O novo presidente da Academia Brasileira de Letras em 2008 é o escritor Cícero Sandroni, de O diabo só chega ao meio-dia (1985). O escritor substitui o advogado e ensaísta Marcos Vinicius Rodrigues Vilaça. Para comemorar o centenário de morte de Machado de Assis, o novo dirigente disse que vai realizar muitas atividades em homenagem ao fundador da ABL.
A entrevista explosiva da revista Caros Amigos de fevereiro de 2008, número 131 é com o professor e lingüista Marcos Bagno, autor de Preconceito Lingüístico, A língua de Eulália, entre outros livros. “Certamente por ignorância, a gente ‘descobriu’ só agora um representante do grupo de lingüistas que está virando de cabeça pra baixo o português que todos aprendemos na escola”. Esse é só um trecho da reportagem realizada com o lingüista. Bagno desvenda os mitos sobre a linguagem da internet, fala dos comandos paragramaticais, das transformações naturais que ocorrem nas línguas e muitos outros temas que interessam não só aos acadêmicos de Letras, mas a todos os brasileiros.


Palestra: “Moral, Ética e Cidadania”

O Projeto: UFPA Efetivando a Cidadania promoveu no dia 30/09/08 uma palestra com o tema: “Moral, Ética e Cidadania”.

A palestra, cujo tema: “Moral, Ética e Cidadania” foi dada pela bolsista do projeto UFPA Efetivando a Cidadania, Íris Fernandes de Lima. O evento ocorreu nas dependências da UFPA – Campus de Santarém (Auditório Wilson Fonseca), no dia 30/09/08 das 8:00 às 12:00 horas. A palestra teve apoio da comunidade acadêmica, que apesar de estar em minoria, participou efetivamente das discussões sobre o exercício da cidadania.

Notícia

ENADE 2008

Pòr Marcela Lima

O ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes) 2008 será realizado no dia nove de novembro do mesmo ano às 13:00 horas. A lista dos alunos selecionados para participar do exame, já se encontra disponível em cada Faculdade da UFPA – Campus de Santarém. Os alunos não selecionados para o exame e caso optarem por participar do ENADE, terão o prazo final até o dia 03/10/08. A divulgação dos locais de realização da prova está prevista para o dia 20/10/08.

Notícias

Formatura da Turma de Letras 2004/1

Por Marcela Lima

Na sexta-feira (26/09/08) aconteceu a Noite de Outorga da Turma de Letras 2004/1. A cerimônia teve início às 19:00 horas, no Auditório Wilson Fonseca, na UFPA – Campus de Santarém. A festa no Atlético Clube Cearense foi realizada no sábado (27/09/08), a partir das 21:00 horas e contou com a presença de vinte e cinco formandos.

Artigo de opinião

Ameaça da vida no planeta?

Marcela Lima

Uma condição imprescindível para a existência da vida no planeta é o aquecimento de parte da energia da superfície da Terra. É nesse contexto que se encontram os gases do tipo estufa, pois eles funcionam como uma espécie de cobertor na atmosfera (camada de ar que envolve a Terra), impedindo a saída total da radiação térmica e possibilitando calor suficiente para manter a vida das espécies em nosso planeta. Esse processo de filtração da radiação térmica se explica pelo fato de os gases do tipo estufa não serem partículas e, por isso, absorverem a radiação térmica “facilmente”, gerando, assim o equilíbrio ecológico no planeta.
Segundo o engenheiro e coordenador internacional do LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia) financiado pela NASA, Carlos Nobre, a radiação térmica é radiação do calor, liberada pela Terra, devolvida para a atmosfera e de lá para o espaço.
Um dos temas ambientais mais discutidos pelos cientistas há algumas décadas e, principalmente, na atualidade, é o problema do aquecimento global. A grande quantidade de emissão dos gases-estufa despejados diariamente no meio ambiente tem causado na sociedade mundial, algumas mudanças relacionadas ao uso de energias não-renováveis.
O carbono, por ser um gás natural, torna-se um elemento muito importante para o clima, mas quando ocorre uma concentração excessiva desse gás, as conseqüências são drásticas, pois aumenta a temperatura da Terra. Para Carlos Nobre, as emissões do dióxido de carbono e de outros gases na atmosfera são históricas, pois remontam desde a Revolução Industrial.
Os gases do tipo estufa mais conhecidos são o dióxido de carbono, gás metano, óxido nitroso, gás carbônico, halocarbono, gás clorofluorcarbono (CFC), entre outros. Os gases-estufa são provenientes da queima de combustíveis fósseis na geração de energia elétrica, como por exemplo, o gás carbônico.
Outro gás estufa é o metano que provém da criação de animais, como do gado bovino, do cultivo de arroz e aterros de lixo. O halocarbono é produzido pelas indústrias de alumínio, espumas plásticas, aerossóis, refrigerantes e extintores de incêndio. O óxido nitroso é produzido por indústrias químicas e o gás clorofluorcarbono que contribui maleficamente para a destruição da camada de ozônio. Com a destruição da camada de ozônio, ficamos expostos à radiação dos raios ultravioleta, que podem nos causar graves problemas de saúde, como por exemplo, o câncer de pele.
Os gases do tipo estufa são chamados assim porque eles retêm a radiação térmica e por isso impedem que o calor total da Terra atravesse a atmosfera e se disperse no espaço. Desse modo, essa cobertura, como já foi dito acima, cria um ambiente aquecido para a existência da vida.
O aquecimento global ocorre em função do excesso desses gases-estufa emitidos na atmosfera, pois os efeitos do aquecimento comprometem a temperatura do planeta, causando efeitos, como o degelo das calotas polares, constatado no sul do território argentino, e o degelo do pólo sul e do pólo norte que, segundo alguns especialistas, a diminuição das geleiras pode elevar o nível das águas dos oceanos e ocasionar catástrofes para o meio ambiente e para a humanidade.
Baseado em afirmações de especialistas que temem esse fenômeno, o grande desafio da humanidade seria refletir sobre os impactos causados pelo aquecimento global e fazer uso urgentemente de recursos renováveis e limpos. Incentivar o reflorestamento, evitar queimadas, utilizar fontes de energias naturais, como de origem hídrica, solar e eólica. Utilizar óleos vegetais como a mamona, a cana-de-açúcar, para a geração de eletricidade.
As discussões em torno desse tema: aquecimento global apresentam opiniões diversas, pois ao contrário do que pensa muitos cientistas (pesquisadores), que consideram o fenômeno uma ameaça a humanidade, existem aqueles que consideram o aquecimento global como um processo natural. Diante de estudos tão divergentes, o que nos resta é ampliar os debates sobre esse tema para não cairmos em armadilhas ou acreditarmos em verdades convenientes.
Fonte: revista Caros Amigos, Nº 23 abril de 2005
e Nº 124 julho de 2007. Jornal Mundo Jovem, Nº 377 junho de 2007.
Marcela Lima
Acadêmica de Letras - UFPA
Campus de Santarém

Passeio pela locadora

"Capote”

Por Marcela Lima

O filme relata a história de Truman Capote, na sua incansável investigação sobre o assassinato da família Clutter em uma pequena cidade chamada Holcomb, no Kansas (EUA), em novembro de 1959. Nesse período, Capote era correspondente da prestigiada revista americana New Yorker. Ao saber do crime Capote, (Philip Seymour Hoffman), inicia sua investigação, com a ajuda de sua amiga e escritora Harper Lee (Catherine Keener). Os dois viajam para Kansas com o objetivo de coletar informações mais precisas sobre o assassinato. Em Kansas, Capote conhece os acusados, Perry Smith e Dick Hickock e a partir daí o escritor cria um vínculo de amizade que irá transformar sua vida.
Capote escreve o livro A sangue frio, que, considerado como uma obra de não-ficção, mudará o curso da literatura norte-americana na década de 60, além de projetar no mundo um novo estilo literário, o new journalism. “Capote”, um dos 10 melhores filmes do ano, foi premiado em diversas categorias como: melhor ator de 2005; melhor atriz coadjuvante; melhor diretor e melhor roteiro, é um filme que, segundo a crítica, deve ser visto.

segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Hollywood e algumas indagações

Quem vir constatará: o Coringa enlouqueceu (Batman: o cavaleiro das trevas, dirigido por Christopher Nolan, Warner Bros, 2008). Já não é, pelo menos, aquele que era apenas louco, misterioso e enigmático. O Coringa sempre foi lunático, mas dessa vez ele pirou de vez. Alguns adjetivos lhe devem ser acrescentados agora. A personagem interpretada por Heath Ledger é mais do que lunático: é doentio, sádico, esquizofrênico. Até sua maquiagem tem os contornos visivelmente indefinidos. Mas, mais importante do que isso: o Coringa finalmente assume o papel que sempre desempenhou apenas potencialmente: o de “agente do caos”, como se diz em certa altura do filme. Um terrorista.
Lembremos agora Clube da Luta (David Fincher, Fox Films, 1998). O famoso psicanalista Calligaris chegou a acusar este filme de fascista. Mas, cá entre nós: alguém se lembra de ter aparecido no longa algum elogio explícito ou não a coisas como nacionalismo exacerbado, xenofobia, anti-semitismo, capital, progresso, ou coisa que valha? As personagens parecem, é verdade, tomar o partido do caos social, assim como o Coringa do novo Batman, mas isso não quer dizer fascismo, até onde se sabe.
E V de Vingança (James MacTeigue, Warner Bros, 2006), filme que termina com a explosão do parlamento inglês, símbolo de um sistema de poder? V (assim se chama a personagem principal interpretada por Hugo Weaving), em certa cena, assume-se como monstro criado por um sistema político fictício, mas terrivelmente autoritário (estilo 1984 (Michael Radford, 1984). A solução de V? o terrorismo.
Até a nova animação da Disney e da Pixar, Wall-e (Andrew Stanton, Disney/Pixar, 2008), traz vozes libertárias (e pasmem: não estão cantando ironicamente Guantanamera), mesmo que essas vozes sejam de dois robôs apaixonados (!).
O que acontece? Um ambiente que funciona pelo capital vem produzindo longas cujos temas são a crítica ao próprio capital de que vivem!? Pergunta antiga essa, mas ainda atual. Terrorismo como solução em filmes de um país que não esquece o 11 de setembro!? Isso é perigoso? Ou os que assistem a Hollywood são apenas aqueles que querem uma ocupação divertida para o final de semana e, portanto, nem param para pensar nisso? É uma forma de transformar inconscientemente as “vozes libertárias” em produto consumível, tornando-as inócuas? Inócuas a quem? A George W. Bush?

Rafahel Jean
Letras 2006

sábado, 13 de setembro de 2008

Produção Literária

(Sem título)

Caroço manga entalados voz tremo choro olho arde
derruba crueldade raiva rasgo baba boca torta
mão cara tapa olho palma som
roxo cor nariz vermelho
buzina golpe crash
cabelo rosto espelho
sê-lo
stress

Rafahel Jean
Letras 2006

Face a Face


A implantação da nova universidade tem sido uma das criações mais esperadas para o ano 2008. Autônoma e independente, a universidade surge multicampi expandindo novos núcleos para outros municípios da região, a partir da fusão entre UFPA/Campus de Santarém e UFRA.
A Universidade Federal do Oeste do Pará (UFOPA) trará para a região novos cursos de graduação, além de mestrados e doutorados, gerando, ainda, 812 vagas de emprego nos setores educacional e administrativo. A nova instituição de Ensino Superior virá contemplar a região Oeste do Pará. Confira agora outras informações na entrevista com a coordenadora do campus UFPA/Santarém, Marlene Escher, que fez uma avaliação do seu trabalho à frente da coordenação e falou sobre a nova instituição de ensino superior.


1. Jornal Olho de Boto - Como a senhora avalia seu trabalho como coordenadora da UFPA/Campus Santarém?

Marlene Escher - Estamos muitos satisfeitos com o nosso trabalho porque dentre propostas dos nossos planos de gestão que eu procuro ser fiel com aquilo que eu me comprometi no decorrer da eleição. De 57 propostas nós já cumprimos 35 no primeiro ano, isso é uma coisa que nos traz muita satisfação. É claro que existem muitas coisas que precisam ser melhoradas e um dos nossos maiores gargalos é a nossa infra-estrutura, não em termos de querer melhorar a climatização das salas. Isso é muito bom, mas nós não temos espaço. Agora estamos concluindo a construção dos prédios no campus II. Com essa conclusão já vai melhorar um pouco, mas não vai solucionar a questão do nosso espaço. No plano acadêmico, que é o mais importante, a gente teve um avanço, as coordenadorias se desenvolveram bem, nós conseguimos a aprovação de oito espacializações para o campus antes nós tínhamos uma única especialização que era de Física Ambiental. Nós estamos conseguindo incentivar as faculdades a fazerem seus projetos pedagógicos. O projeto pedagógico é fundamental é ele que dará o direcionamento do ensino, da pesquisa e da extensão de cada faculdade. Outra conquista é o nosso mestrado de Santarém criado pelo professores da UFPA e claro, com a colaboração de outros professores de outras instituições. Temos conseguido muitas melhorias. O meu objetivo é ser a catalizadora, a pessoa que articula, aproxima todo mundo e estimular todos a trabalharem e temos conseguido razoavelmente bem.

2. JOB - Como está o andamento da criação da nova universidade? Há alguma novidade?

Marlene Escher - A criação, hoje, depende da aprovação no congresso porque o presidente fez questão que ela fosse criada pelo projeto de lei, então, isso demora um pouco porque nós temos um problema de pauta no nosso congresso. O Ministro da Educação pediu ao reitor que nós criássemos uma comissão da UFPA juntamente com a UFRA para fazer as primeiras negociações com o MEC para pensar na instalação da nova universidade. Daí, quando surgir a nova lei estará tudo encaminhado. Quem compõe essa comissão aqui no campus é o professor Ricardo Medeiro, nosso representante do CONSEP, professor Adaílson pedagogo e trabalha no planejamento do campus e eu como coordenadora. Um professor da UFRA e um professor de Belém em função das experiências.
3. JOB - Os meios de comunicação veicularam que a nova universidade substituiria a UFPA/Campus de Santarém. Como se dará o processo de transição?
Marlene Escher - A UFOPA surge a partir da fusão doUFPA/ campus de Santarém e com o campus da UFRA, surgindo uma universidade autônoma e independente. A transição se dará, provavelmente, no período de dois anos. Esse será o período que será nomeado o reitor pró-tempo e vai se criar o estatuto e o regimento interno dela. A partir da aprovação do estatuto e do regimento passa-se a eleição do reitor que será escolhido pela comunidade. Quem vai ficar é uma incógnita, porque Belém entende que tem que ser alguém de Belém e nós defendemos que não, estamos discutindo com o reitor que tem que ser alguém de Santarém. Nós temos competência de dirigir e administrar algo que vai ficar aqui conosco. Eu particularmente sou contra que venha a ser alguém de Belém porque quem vai administrar vai ter que agüentar as conseqüências, quem conhece a realidade local é quem está vivendo a realidade local. Claro o que eu gostaria de ficar à frente. Vou brigar, vou discutir, vou me manifestar se quiserem colocar alguém de Belém.
3. JOB - Quantos e quais os cursos de graduação serão oferecidos para a região?
Marlene Escher - A universidade terá um total de 51 cursos. Destes 51, oito já existem. Sete do campus e um da UFRA, 28 novos cursos para Santarém, 8 para Itaituba, 3 para Monte Alegre e 4 para Oriximiná, surgindo como uma universidade multicampi com 4 campus.
4. JOB - Além dos cursos de graduação, serão oferecidos mestrados e doutorados?
Sim, nós vamos iniciar com esse mestrado de recursos naturais e com a contratação de novos professores iremos construir novos mestrados, inclusive estamos articulando um doutorado com o NAIA.

5. JOB - Veiculou-se que a ALCOA estaria solicitando cursos para a cidade de Juruti. Isso se configura em uma PPP (Parceria Público-privada). Qual será a contrapartida da ALCOA?
Marlene Escher - Nós tivemos uma conversa com o pessoal da ALCOA, em Belém, e eles nos perguntaram da possibilidade de se criar um núcleo na cidade de Juruti. Particularmente, sou a favor eu acho que nós temos que fortalecer a região Oeste do Pará, não podemos só pensar em Santarém e não todo mundo que tem condições de se deslocar para vir para Santarém estudar. E para ser instalado a prefeitura tem que ser parceira e oferecer a infra-estrutura e o pessoal para trabalhar na administração. E posteriormente, este núcleo poderá se tornar um campus.
Não deixaria de ser uma parceria público-privada, mas nós temos que ver em que moldes seria essa parceria então nós temos que ser muito criterioso, não pode ser qualquer parceria. A ALCOA procurou a UFPA, e o reitor fez questão de que nós estivéssemos presentes, em função de que eles precisam de mão-de-obra qualificada. Segundo o diretor da ALCOA, eles querem pessoas daqui da região e não importar mão-de-obra, mas para isso tem que qualificar as pessoas daqui. Eles querem trabalhar com a universidade o ensino, a pesquisa e a extensão, então eles querem investir neste aspecto.
6. JOB - Há uma estimativa de quanto o Governo Federal deverá investir para a implantação da nova universidade?
Marlene Escher - Na nossa proposta de implantação, criamos um orçamento de investimento um total, mais ou menos de três anos de instalação, 165 milhões de reais. E no planejamento do MEC para investir na implantação e expansão da UFOPA seriam 45 milhões.

7. JOB - A implantação da nova IES significa também oferta de vagas para emprego por meio de concursos. Existe um número de quantas vagas serão ofertadas? Em quais setores?
Marlene Escher - A previsão da contratação é de 512 novos professores. A idéia é que seria mestres e doutores, mas sabemos que nossa região nós não vamos encontrar tudo isso. E queremos que essa nova universidade absorva a mão-de-obra daqui. E técnico-administrativos estão por volta de 300.
8. JOB - Qual a importância da nova universidade para a região?
Marlene Escher - A importância de uma universidade é que ela forma massa crítica e qualifica pessoas, mas não podemos pensar só que ela vai preparar pessoas para o mercado de trabalho, essa é uma das ações da nova universidade, mas a maior importância é que ela vai preparar pessoas a pensar em nossa região.

Fotos da II Jornada de Extensão da UFPA





Programa de Extensão Olho de Boto aplicará oficinas de produção de textos em escolas do Ensino Médio de Santarém


Programa de Extensão Olho de Boto da Universidade Federal do Pará aplicará neste segundo semestre oficinas de produção textual para alunos de ensino médio de algumas escolas públicas de Santarém, com o objetivo de melhorar a escrita dos estudantes. As oficinas consistem na produção de textos através de leitura de gêneros jornalísticos.Em média serão atendidos 30 alunos. As oficinas tem a duração de três meses.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Programa de Extensão Olho de Boto encerra oficina com alunos da Escola Felisbelo Jaguar Sussuarana



Foram quatro meses de trabalho com os alunos do ensino médio da Escola Felisbelo Jaguar Sussuarana. Bolsistas e voluntárias desenvolveram, durante este período, várias atividades que envolvem produção textual a partir dos gêneros jornalísticos.
No próximo semestre, a equipe pretende desenvolver a oficina com um número maior de alunos da rede estadual de ensino. E promete melhorar ainda mais o trabalho que vem sendo desenvolvido.

Parabéns à equipe que trabalhou no Projeto!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

MACHADO DE ASSIS E GUIMARÃES ROSA: CENTENÁRIOS MEMORÁVEIS EM 2008.



Ana Maria Vieira Silva*

A Literatura Brasileira registra no ano de 1908 dois acontecimentos de grande relevância em sua história. É nesse ano que, em 29/09, morre Machado de Assis, o maior escritor brasileiro de todos os tempos. É também nesse mesmo ano que, em 27/06, nasce João Guimarães Rosa, escritor mineiro que inovou a linguagem das narrativas ficcionais brasileiras de caráter regionalista.
Machado de Assis e Guimarães Rosa são dois geniais escritores, verdadeira unanimidade de crítica literária nacional, cuja metalinguagem permite desdobramentos na própria interação entre as esferas do autor e a do leitor. Pertencem a duas épocas distintas e possuem estilos que em alguns aspectos apresentam semelhanças e em outros se distanciam completamente. A obra de Machado é permeada pelo pessimismo de Schopenhauer, narrando-se o desespero de uma vida onde tudo se tornou vão. A de Rosa, enlaça a admiração inicial de Nietzsche por Schopenhauer para, contudo, reverter esse pessimismo através da teoria do eterno retorno e dos aforismos de Zarathustra, com a alternância da alegria e do desespero, da criação e da destruição, do bem e do mal.
Em suas obras, Machado é o grande observador e analista da vida metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. Ele observa, critica, ironiza, sempre com a intenção de conhecer melhor a alma humana e os comportamentos individuais na sociedade burguesa do século XIX.Guimarães Rosa, além de escritor, era médico e diplomata. Homem letrado e viajado. Como escritor, também é um grande observador. Há, inclusive, provas de que fazia isso sistematicamente, já que possuía inúmeros cadernos de anotações nos quais registrava fatos, descrevia as formas e cores da flora e da fauna do sertão mineiro e das atividades próprias dos lugares por onde andou, principalmente os aspectos que caracterizam o sertão de Minas Gerais – Os Gerais -, denominação utilizada pelo escritor para se referir aos campos, serrados e caatingas da região norte de Minas. Rosa, assim como Machado, apresenta personagens complexos, com dupla personalidade, com conflitos psicológicos, lidando com atitudes maniqueístas, mas, diferente de Machado, suas narrativas são ambientadas no sertão. É a vida simples do vaqueiro, do jagunço, do fazendeiro, com suas crenças e linguagens simples, que povoam o imaginário rosiano.
Se Machado surpreende pela linguagem polida, correta, sempre enquadrada nos padrões gramaticais de norma culta, Rosa vai mais além, pois apesar de grande conhecedor da gramática normativa, é o primeiro escritor que ousa inserir o linguajar dos habitantes do sertão ipsis verbis, isto é, registra, sem nenhuma alteração, muitas das variações utilizadas pelos falantes, o que resultou numa narrativa em que a escrita é permeada por aspectos próprios da oralidade. E não apenas nisso Rosa inovou. O léxico utilizado por esse escritor é riquíssimo em neologismos e arcaísmos e tem sido utilizado como corpus em inúmeros trabalhos acadêmicos em várias áreas do conhecimento: na biologia, na física, na geografia, na antropologia, enfim, há até trabalhos que exploram o caráter místico da obra de Guimarães Rosa.
Para Luiz Costa Lima, o uso do aforismo em ambos escritores é o que os distingue. Para Machado, o aforismo identifica-se como o lugar-comum, moeda-corrente, demonstrativo de uma “enfermidade depositada na linguagem e em seus usuários”(Li ma,1974, p.56). Já para Rosa, o aforismo corresponde à violação desse lugar-comum, fazendo do indivíduo índice de eventualidade. Índice de individualidade para um, sugestão de universalidade para outro, esses os extremos opostos a caracterizar os dois autores. A metalinguagem exercida por Machado junto às personagens será aplicada em Rosa junto às próprias palavras, onde o aforismo, tornado ambíguo, dará às personagens sua dimensão existencial.
Os dois escritores, cada um a seu modo, imortalizaram-se ao produzir obras que se tornaram marcos, “divisores de água”, na Literatura Brasileira. D.Casmurro, de Machado de Assis, e Grande Sertão:Veredas, de Guimarães Rosa, são, indubitavelmente, obras memoráveis que extrapolaram suas épocas e continuam servindo como objeto de estudo para inúmeras investigações científicas. Nesse sentido, vale registrar a análise feita por Madeira Filho (2000, p. 203), referente a D. Casmurro e Grande Sertão:Veredas:

Ambos os romances se expandem em uma cartografia fática - espelho refratário da outra, a da alma. Machado descreve as ruas do Rio de Janeiro, sugere seus subúrbios como o pano de fundo da mimesis social, prolongamento de um modo de ser típico a uma classe dominante que demarca seu território e seu domínio. Rosa, por sua vez, explora as trilhas do sertão, para abarcar um mundo alegórico que, de acordo com a filosofia patrística, justifique em Riobaldo o proprietário e patriarca.

É por essa e outras razões que o ano de 2008 deve ser lembrado como aquele em que se celebra o centenário de morte de Machado de Assis e o de nascimento de Guimarães Rosa. Cabe, principalmente a nós, acadêmicos, professores e alunos, conhecer e valorizar com maior profundidade a obra desses dois magníficos escritores, talvez os dois maiores expoentes da Literatura Brasileira de todos os tempos.


Referências

ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Nova Cultural/Círculo do Livro, 1994.

LIMA, Luiz Costa. A metamorfose do silêncio. Rio de Janeiro: Eldorado, 1974.

MADEIRA FILHO, Wilson. Subúrbios e veredas – Apontamentos para uma leitura comparada dos narradores em Dom Casmurro e Grande Sertão:Veredas. In: Revista Scripta – Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras e do CESPUC. Belo Horizonte: CESPUC/ Ed. PUC Minas, V. 3, Nº 6, 1º semestre de 2000, p. 201-212.

ROSA, João Guimarães. Grande Sertão:Veredas.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.

__________________________________
*Professora de Teoria Literária, Literatura Portuguesa e Brasileira no Campus da UFPA-STM.

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: trauma ou alívio ?


Por Gilmara dos Reis Ribeiro1

Chegar na reta final do Curso de Graduação poderia ser sempre um grande alívio aos acadêmicos, mas o trauma que a maioria dos alunos tem do Trabalho de Conclusão de Curso impede que isso ocorra.

Tendo em vista a obrigatoriedade2 do TCC para a academia, na tentativa de apontar aos acadêmicos concluintes alguns caminhos para que a elaboração desse trabalho científico não se torne um trauma acadêmico, os especialistas no assunto, Paulo Rogério Scarano3 e Maria Christina Zentgraf4 , no artigo Monografia sem segredo5, enumeram as etapas da produção do TCC.

Primeiramente, segundo eles, é necessário que o acadêmico escolha um tema da área com a qual mais tenha afinidade, o professor especialista no assunto que possa orientá-lo, conforme rege o regulamento da Graduação6 , para então apresentar-lhe uma lista de possíveis temas, e não que ele apresente ao acadêmico temas possíveis.

É preciso que o acadêmico participe de eventos relacionados ao tema para que possa enriquecer seus conhecimentos sobre o assunto a partir da análise e da observação de pontos abordados, a fim de deixar de lado os”achismos” e adotar a postura de pesquisador científico.

Para se definir o direcionamento do trabalho científico sem risco de repetição, além de ler outros TCCs, o acadêmico precisa ter como base para sua pesquisa uma boa bibliografia acerca do assunto, organizada com a ajuda do orientador.

Para Zentgraf e Scarano, a leitura para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso precisa abarcar além de livros, revistas, jornais, textos de teor científico extraídos da Internet, com o cuidado de selecionar textos de profissionais. É preciso também, estar sempre atualizado com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).

Para início do trabalho, é necessário que à medida que se segue com a leitura das fontes de pesquisa, registre-se em fichas ou arquivos de computador os dados essenciais, observando as discrepâncias de opiniões entre autores, o que pode enriquecer o trabalho, para então se definir um foco preciso.

Após o estudo das referências, é hora de elaborar o Projeto que contemple a situação-problema, objetivos pretendidos, questões norteadoras, procedimentos metodológicos adotados e resultados propostos.

Munido do Projeto, cabe então ao acadêmico organizar o tempo para cada etapa, visando entregar o TCC no prazo previsto pela Universidade.

Para fins de enriquecimento do trabalho e da apresentação sugerem ainda, respectivamente, o uso de fotos, tabelas e gráficos, transparências, slides e vídeos. Além disso, recomendam ao acadêmico assistir outras apresentações de TCC para que se observe atitudes da banca examinadora e do examinado.

Cumpre lembrar que a redação do TCC não depende de um amontoado de informações adquiridas em um mês ou dois meses de leitura acerca do tema visado, todavia, segundo Scarano e Zentgraf, a produção textual7 freqüente do acadêmico é um dos segredos para uma boa redação.

A elaboração do TCC antecipadamente, tem muito a render para a academia, pois além de se chegar a um trabalho consistente, com satisfação, evita-se os transtornos para a secretaria do Curso, para a Instituição de Ensino, além de se tornar o marco da vida acadêmica, uma experiência sem traumas ou estresses.
NOTAS
1 Acadêmica do Curso de Letras, do 6º semestre, turma 2005/2
2 Regulamento da Gradução, Resolução n. 3633, de 18 de fevereiro de 2008,artigo 92.
3Paulo Rogério Scarano, professor de Metodologia do Trabalho Científico da Universidade Msckensie – São Paulo
4 Maria Christina Zentgraf, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadusl do Rio de Janeiro.
5 ARAÚJO, Paulo, Monografia sem segredo.Revista Escola, nº 171. Ano XIX, abril 2004.
6 Regulamento da Gradução, Resolução n. 3633, de 18 de fevereiro de 2008,artigo 93.
7 Entende-se por produção textual, a prática da escrita desprendidas das obrigações acadêmicas, produzir pelo mero gosto de escrever
.

sexta-feira, 27 de junho de 2008

Arte na Escola realiza oficinas em Curuá




O Projeto Arte na Escola(UFPA), pólo de Santarém, esteve realizando nos dias 31 de maio e no dia 1º de junho as oficinas: O que é Arte? e Arte Moderna dos intelectuais paraenses: Eneida de Moraes e Ismael Nery. Estiveram participando cerca de 45 professores de Curuá que trabalham com arte.
As oficinas constaram das partes teórica e prática.Dentre as atividades, os professores recriaram a obra de arte de Ismael Nery com terra colorida. A equipe do Arte na Escola desenvolveu ainda o trabalho através de planos.
As realizações das oficinas só foram possíveis com o apoio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Curuá.
O Projeto Arte na Escola tem como objetivo principal a capacitação de professores que trabalham com a disciplina de artes, já que em nossa cidade não há um curso de graduação nesta área. Em Santarém, o projeto é coordenado pela professora especialista Maria Luiza Pimentel que conta com o apoio de alunos voluntários do curso de Letras da Universidade Federal do Pará, Campus de Santarém.

sábado, 21 de junho de 2008

Alcoolismo: doença, sim!


A maioria das pessoas pode curtir um copo de vinho no jantar ou uma cerveja com os amigos. Mas, para outras, um copo torna-se dois, dois se tornam quatro e assim sucessivamente. Elas são simplesmente incapazes de parar de beber. E é aí que está o perigo, esta pessoa pode ser alcoólatra.
O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionado ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas, e todas as conseqüências decorrentes.
Nem toda pessoa que abusa do álcool pode ser considerada alcoólatra, mesmo que o consumo afete a família ou as responsabilidades de trabalho, ou exponha a pessoa a situações de perigo - como dirigir embriagado -, essa pessoa não é necessariamente alcoólatra. Apesar de abusar do álcool, o que não é nada saudável, pode não desenvolver uma dependência física. Já o alcoólatra, por outro lado, têm uma doença crônica. O alcoólatra é fisicamente dependente do álcool, ele sente necessidade deste como quem sente vontade de comer, eles desenvolvem uma tolerância ao álcool, precisando sempre de mais e mais bebida para sentir os mesmos efeitos, e, uma vez que começam, dificilmente conseguem parar. Quando o alcoólatra tenta parar de beber, experimenta os sintomas da abstinência: suores, náuseas, ansiedade, delírios, visões, tremores intensos e confusão mental.
A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso "social" e a dependência nem sempre são claros. Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo, e diversos prejuízos foram sofridos.
Há, atualmente, várias formas eficazes de se tratar o alcoolismo. O método mais simples, para casos mais leves, é a realização de consultas periódicas com uma equipe multidisciplinar experiente (incluindo psiquiatra ou psicólogo) com o apoio da família, onde são discutidas as dificuldades de abandonar o vício e encorajados os esforços. Estudos mostram que este é um método eficaz em reduzir o uso do álcool, dependendo diretamente da freqüência das consultas.
Outro método muito eficaz são os grupos de auto-ajuda, particularmente os alcoólicos anônimos. Esses são baseados em variações do programa de 12 passos, além de reuniões freqüentes. Os resultados dos AA são difíceis de avaliar, mas aproximadamente um terço permanece sóbrio de 1 a 5 anos, e um terço por mais que 5 anos. Outro conceito diferente de grupo de apoio é o de "Consumo Controlado", onde recomenda-se o uso em doses adequadas da bebida. A principal diferença é que no primeiro o alcoólatra tem que reconhecer que é incapaz de controlar a própria vida, no segundo afirma-se que o alcoólatra deve retomar esse controle.
Casos mais sérios devem ser acompanhados por psiquiatra para tratamento psicoterápico e medicamentoso. Muitos alcoólatras apresentam distúrbios psiquiátricos que necessitam de tratamento, e outros sofrem de sintomas de abstinência quando param de beber, conseqüência da dependência física do álcool. Geralmente, não é necessária internação para desintoxicação, pois a eficácia não é maior. No entanto, certos casos devem obrigatoriamente ser internados.
Concluindo, o álcool é responsável, além de diversas doenças, por grande parte dos atos de violência e dos acidentes dos mais variados, desde trânsito até de trabalho. Apesar das suas conseqüências desastrosas, o ato de beber é considerado parte fundamental do convívio social, dificultando as campanhas (muito aquém do necessário) de conscientização. No extremo do ato de beber, encontramos os alcoólatras, dependentes do álcool que devem contar com o apoio e compreensão da sociedade para sua recuperação, que deve abandonar o preconceito e tratá-los com respeito.




Algumas estatísticas sobre o álcool
O alcoolismo acomete de 10% a 12% da população mundial e 11,2% dos brasileiros que vivem nas 107 maiores cidades do país
A incidência de alcoolismo é maior entre os homens do que entre as mulheres
A incidência do alcoolismo é maior entre os mais jovens, especialmente na faixa etária dos 18 aos 29 anos, reduzindo com a idade
A álcool é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas
De acordo com a última pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) entre estudantes do 1º e 2º graus de dez capitais brasileiras, as bebidas alcoólicas são consumidas por mais de 65% dos entrevistados, estando bem à frente do tabaco. Dentre esses, 50% iniciaram o uso entre os 10 e 12 anos de idade. Então por isso proibirão venda de alcool a menores de 16 anos.
Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria - Abuso e Dependência do Álcool

sexta-feira, 20 de junho de 2008

EXERCÍCIO FÍSICO E HIPERTENSÃO ARTERIAL


Se você é daquelas pessoas intemperantes, adora degustar demasiadamente doces e salgados e, acima de tudo, é sedentária, cuidado! Você pode estar em quadro clínico de risco de desenvolvimento de doenças.

Quando o assunto é coração, a preocupação deve dobrada. As enfermidades que atacam esse órgão são várias, dentre elas estão: disritmia cardíaca, isquemia do miocárdio, disfunção ventricular esquerda, doença da artéria coronária, enfarto do miocárdio, angina, entre outras1, no entanto, uma que causa grande temor é a hipertensão arterial. Esta pode ser definida simplesmente pela crônica e persistente elevação da pressão sanguínea2, que vem sendo considerada nos últimos tempos um dos maiores problemas de saúde pública das “sociedades avançadas”, tendo em vista os seus fatores de agravo relacionados, como o estresse profissional e pessoal, dieta inadequada e falta de prática de exercícios físicos3. Por conta disso, fica estimado em 25% da população mundial, o percentual de pessoas hipertensas, sendo que somente a metade dessa estimativa sabe disso e procura tratamento4.

A pressão arterial (PA) divide-se em sistólica e diastólica e geralmente é avaliada em milímetros de mercúrio (mmHg). Varia entre indivíduos em função de variáveis como hora do dia, atividade exercida, idade, e posição (em pé ou deitado), quando a PA é aferida. Níveis inferiores a 140/90 mmHg (ou 14/9 cmHg), dependendo da idade, é considerada normal. A tabela abaixo representa bem o enunciado.

Tab. 1 - Classificação da pressão arterial em adultos (+18 anos)


PA (mmHg)

Diastólica

<80>

80 – 90 – Pré-hipertensão

90 – 99 – Hipertensão estágio 1

≥ 100 – Hipertensão estágio 2

Sistólica

<120>

120 – 139 – Pré-hipertensão

>140 – 159 – Hipertensão estágio 1

≥160 – Hipertensão estágio 2


Fonte: Simão (2004, p. 60)

A instalação da hipertensão no organismo é assintomática, daí seu maior perigo, tornando-se perceptiva apenas em estágios mais avançados. Não obstante, alguns sintomas mais comuns podem ser reflexos do início desta doença crônico-degenerativa, são eles: dor de cabeça frontal ou nucal, náusea, vômito, tonteira, epistaxe, cansaço, palpitação e sudorese5.

Para se prevenir dessa “assassina silenciosa”, alguns cuidados devem ser respeitados. Ei-los: perder peso, caso for obeso; reduzir a ingestão de sal a menos de 2.300mg (uma colher de chá) por dia; manter a ingestão dietética adequada de potássio (frutas e vegetais); limitar a ingestão alcoólica e praticar exercícios regulares6.

Por outro lado, para manter a PA sob controle, em caso de acometido por essa doença, o aconselhado é valer-se do tratamento farmacológico, isto é, utilização dos anti-hipertensivos, mesmo que suscetíveis a efeitos colaterais diversos. Somado a isso, estão os exercícios físicos.

É recomendada aos hipertensos a prática regular de atividades físicas como meio de se controlar a PA não só por promover a perda de peso, como também, e tão importante quanto, melhorar a circulação periférica e orgânica. Ocorre, com isso, a diminuição do ônus do trabalho da musculatura cardíaca.

Aliada a isto, a dieta rica em frutas, vegetais, laticínios com baixo teor de gordura total (saturada, insaturada e colesterol) é preconizada, por recentes pesquisas, em ajudar sensivelmente a baixar a PA em pacientes hipertensos.

Vários são os estudos comprovando o efeito hipotensivo dos exercícios, desde que praticados de forma sistemática e com aconselhamento profissional. Por esse motivo, são indicados tanto na prevenção quanto no tratamento da pressão alta. As atividades aeróbicas, de força e resistidas (musculação) são ideais para baixar a pressão em repouso ao normal em pacientes propensos à hipertensão2.

Com relação aos negros, o risco de hipertensão arterial é elevado, assim como em pessoas com histórico familiar de hipertensão e idosos.

Deixar de praticar atividades físicas além de impedir a melhora da capacidade cardirrespiratória, diminuição do peso corporal gordo, aumento da massa magra, aumento da força, a melhora do perfil lipídico, a diminuição da freqüência cardíada (FC) de repouso, o aumento da FC máxima e a diminuição da PA, impossibilita a busca de uma vida mais saudável e de qualidade.

Cuide bem da sua saúde, ela lhe agradece.

REFERÊNCIAS:

1. POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. 3. ed. São Paulo, Manole, 2000.

2. SIMÃO, R. Fisiologia e prescrição de exercícios para grupos especiais. São Paulo: Phorte, 2004.

3. SOUSA, C. A.; HAERTEL, G. B.; SOUZA, M. C. Epidemiologia da hipertensão: exercícios físicos e comunidade. Revista Dynamis, Santa Catarina, v. 10, n. 41, p. 46-51, out/dez. 2002.

4. NESRALLA, I. A. Como cuidar bem do seu coração. 2. ed. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2000.

5. FERNANDES FILHO, J. A prática da avaliação física. 2. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003.

6. NIEMAN, D. C. Exercício e saúde: como se prevenir de doenças usando o exercício como seu medicamento. São Paulo: Manole, 1999.


Luiz Carlos Rabelo Vieira

Acadêmico do Curso de Educação Física da UEPA – Campus de Santarém

A importância dos Jogos Populares na Educação Física Escolar e no Cotidiano Infantil


Emanoel Adriano Oliveira Colares[1]

Na escola percebe-se a falta de um tempo próprio para a prática de atividades lúdicas que proporcionem ao aluno o resgate e vivências de jogos populares, já que as aulas de educação física, em sua maioria, são voltadas para a prática de esportes. O que vemos são os jogos populares sendo substituídos por atividades praticadas mundialmente, que não apresentam características da cultura regional.

Outros fatores que têm contribuído para o esquecimento desses jogos são a influência da mídia e do avanço tecnológico no setor do entretenimento.

Assim, os jogos eletrônicos e os brinquedos industrializados, nas suas mais diferentes formas, penetraram o cotidiano das pessoas incutindo valores estéticos, competitivos e de relações que sugerem novas formas modernas de se divertir sem o mesmo caráter educativo dos jogos tradicionais, pois os jogos eletrônicos levam ao individualismo e os brinquedos industrializados são limitados no que tange ao estímulo da criatividade, uma vez que as crianças não participam do processo de criação do brinquedo. Da mesma forma, esses brinquedos estimulam as brincadeiras individualizadas, diminuindo a oportunidade da vivência lúdica coletiva. Segundo Kishimoto: “O jogo coletivo é uma necessidade para a criança. O desejo de convivência, o instinto associativo, a vontade de fazer parte de um grupo, é força dinâmica da vida” (1998, p.150).

Diante disso, consideramos de fundamental importância para o desenvolvimento cultural da sociedade e, conseqüentemente, do aluno, a vivência de brincadeiras e jogos populares, pois através deles será possível fazer uma reflexão histórico-social acerca da cultura corporal em que se vive. Conforme Kishimoto, “[...] considerando como parte da cultura popular, o jogo tradicional guarda a produção espiritual de um povo em certo período histórico (1998, p.23).

O jogo popular aliado ao folclore incorpora a mentalidade popular, expressando-se, pela oralidade, como expõe Cascudo: “Por ser um elemento, o jogo tradicional infantil assume características de anonimato, tradicionalidade, transmissão oral, conservação, mudança e universalidade” (1984, p. 4). Assim, pode transmitir a cultura de um povo, através da tradicionalidade que esta atividade lúdica apresenta. Clarificando esta idéia, ressalta-se:

“A tradicionalidade e universalidade dos jogos assentam-se no fato de que povos distintos e antigos como os da Grécia e do Oriente brincaram de amarelinha, empinar papagaios, jogar pedrinhas e até hoje as crianças os fazem quase da mesma forma. Tais jogos foram transmitidos de geração em geração através de conhecimentos empíricos e permanecem na memória infantil”. (KISHIMOTO, 1998, pg 25).

Dessa forma, as crianças precisam conhecer estes jogos e incorporá-los nas suas vivências lúdicas, contribuindo, dessa forma, para que não sejam esquecidos. De acordo com Sutton, “[...] a cultura é passada através do jogo. Esquemas e formas de jogo passam de geração em geração, de adulto para criança e de criança para criança” (1979, p.156).

Ao incentivarmos a prática de atividades lúdicas, através de jogos populares para essas crianças nas aulas de Educação Física e em seu tempo livre, estaremos contribuindo para a formação da cidadania, estimulando-as para que despertem atitudes e conceitos de autonomia, participação, democracia, cooperação, solidariedade, fraternidade, entre outros, como afirma Huizinga: “O jogo constitui uma preparação do jovem para as tarefas sérias que mais tarde a vida dele exigirá” (2000. p.4).

REFERÊNCIAS

HUIZINGA, Johan. Homo Ludens: essai seu la fanction sociale du ju. SP: Gualuinara.

KISHIMOTO, Tizuko Morchida. O Jogo e a Educação Infantil. 1

ed. SP: Pioneira, 1998.

MELLO, Alexandre Moraes. Psicomotricidade – Educação Física – Jogos Infantis. 2 ed. SP: Ibrasa, 1993

NETO, Carlos Alberto Ferreira. Motricidade e Jogo na Infância. RJ: Sprint, 1995.


[1] Acadêmico de Física Ambiental – UFPA; Graduado em Educação Física – UEPA; Especializando em Psicologia Educacional – UEPA e Gestão e Docência no Ensino Superior - FIT