terça-feira, 30 de setembro de 2008

Artigo de opinião

Ameaça da vida no planeta?

Marcela Lima

Uma condição imprescindível para a existência da vida no planeta é o aquecimento de parte da energia da superfície da Terra. É nesse contexto que se encontram os gases do tipo estufa, pois eles funcionam como uma espécie de cobertor na atmosfera (camada de ar que envolve a Terra), impedindo a saída total da radiação térmica e possibilitando calor suficiente para manter a vida das espécies em nosso planeta. Esse processo de filtração da radiação térmica se explica pelo fato de os gases do tipo estufa não serem partículas e, por isso, absorverem a radiação térmica “facilmente”, gerando, assim o equilíbrio ecológico no planeta.
Segundo o engenheiro e coordenador internacional do LBA (Experimento de Grande Escala da Biosfera-Atmosfera na Amazônia) financiado pela NASA, Carlos Nobre, a radiação térmica é radiação do calor, liberada pela Terra, devolvida para a atmosfera e de lá para o espaço.
Um dos temas ambientais mais discutidos pelos cientistas há algumas décadas e, principalmente, na atualidade, é o problema do aquecimento global. A grande quantidade de emissão dos gases-estufa despejados diariamente no meio ambiente tem causado na sociedade mundial, algumas mudanças relacionadas ao uso de energias não-renováveis.
O carbono, por ser um gás natural, torna-se um elemento muito importante para o clima, mas quando ocorre uma concentração excessiva desse gás, as conseqüências são drásticas, pois aumenta a temperatura da Terra. Para Carlos Nobre, as emissões do dióxido de carbono e de outros gases na atmosfera são históricas, pois remontam desde a Revolução Industrial.
Os gases do tipo estufa mais conhecidos são o dióxido de carbono, gás metano, óxido nitroso, gás carbônico, halocarbono, gás clorofluorcarbono (CFC), entre outros. Os gases-estufa são provenientes da queima de combustíveis fósseis na geração de energia elétrica, como por exemplo, o gás carbônico.
Outro gás estufa é o metano que provém da criação de animais, como do gado bovino, do cultivo de arroz e aterros de lixo. O halocarbono é produzido pelas indústrias de alumínio, espumas plásticas, aerossóis, refrigerantes e extintores de incêndio. O óxido nitroso é produzido por indústrias químicas e o gás clorofluorcarbono que contribui maleficamente para a destruição da camada de ozônio. Com a destruição da camada de ozônio, ficamos expostos à radiação dos raios ultravioleta, que podem nos causar graves problemas de saúde, como por exemplo, o câncer de pele.
Os gases do tipo estufa são chamados assim porque eles retêm a radiação térmica e por isso impedem que o calor total da Terra atravesse a atmosfera e se disperse no espaço. Desse modo, essa cobertura, como já foi dito acima, cria um ambiente aquecido para a existência da vida.
O aquecimento global ocorre em função do excesso desses gases-estufa emitidos na atmosfera, pois os efeitos do aquecimento comprometem a temperatura do planeta, causando efeitos, como o degelo das calotas polares, constatado no sul do território argentino, e o degelo do pólo sul e do pólo norte que, segundo alguns especialistas, a diminuição das geleiras pode elevar o nível das águas dos oceanos e ocasionar catástrofes para o meio ambiente e para a humanidade.
Baseado em afirmações de especialistas que temem esse fenômeno, o grande desafio da humanidade seria refletir sobre os impactos causados pelo aquecimento global e fazer uso urgentemente de recursos renováveis e limpos. Incentivar o reflorestamento, evitar queimadas, utilizar fontes de energias naturais, como de origem hídrica, solar e eólica. Utilizar óleos vegetais como a mamona, a cana-de-açúcar, para a geração de eletricidade.
As discussões em torno desse tema: aquecimento global apresentam opiniões diversas, pois ao contrário do que pensa muitos cientistas (pesquisadores), que consideram o fenômeno uma ameaça a humanidade, existem aqueles que consideram o aquecimento global como um processo natural. Diante de estudos tão divergentes, o que nos resta é ampliar os debates sobre esse tema para não cairmos em armadilhas ou acreditarmos em verdades convenientes.
Fonte: revista Caros Amigos, Nº 23 abril de 2005
e Nº 124 julho de 2007. Jornal Mundo Jovem, Nº 377 junho de 2007.
Marcela Lima
Acadêmica de Letras - UFPA
Campus de Santarém

Um comentário:

ISABEL disse...

Adorei o seu artigo, pois dele posso aproveitar muitas caracteristicas para minha redação
muito obrigado......