Programa de Extensão Olho de Boto da Universidade Federal do Pará aplicará neste segundo semestre oficinas de produção textual para alunos de ensino médio de algumas escolas públicas de Santarém, com o objetivo de melhorar a escrita dos estudantes. As oficinas consistem na produção de textos através de leitura de gêneros jornalísticos.Em média serão atendidos 30 alunos. As oficinas tem a duração de três meses.
sábado, 13 de setembro de 2008
Programa de Extensão Olho de Boto aplicará oficinas de produção de textos em escolas do Ensino Médio de Santarém
Programa de Extensão Olho de Boto da Universidade Federal do Pará aplicará neste segundo semestre oficinas de produção textual para alunos de ensino médio de algumas escolas públicas de Santarém, com o objetivo de melhorar a escrita dos estudantes. As oficinas consistem na produção de textos através de leitura de gêneros jornalísticos.Em média serão atendidos 30 alunos. As oficinas tem a duração de três meses.
sexta-feira, 11 de julho de 2008
Programa de Extensão Olho de Boto encerra oficina com alunos da Escola Felisbelo Jaguar Sussuarana
Foram quatro meses de trabalho com os alunos do ensino médio da Escola Felisbelo Jaguar Sussuarana. Bolsistas e voluntárias desenvolveram, durante este período, várias atividades que envolvem produção textual a partir dos gêneros jornalísticos.
No próximo semestre, a equipe pretende desenvolver a oficina com um número maior de alunos da rede estadual de ensino. E promete melhorar ainda mais o trabalho que vem sendo desenvolvido.
Parabéns à equipe que trabalhou no Projeto!
quarta-feira, 2 de julho de 2008
MACHADO DE ASSIS E GUIMARÃES ROSA: CENTENÁRIOS MEMORÁVEIS EM 2008.


Ana Maria Vieira Silva*
A Literatura Brasileira registra no ano de 1908 dois acontecimentos de grande relevância em sua história. É nesse ano que, em 29/09, morre Machado de Assis, o maior escritor brasileiro de todos os tempos. É também nesse mesmo ano que, em 27/06, nasce João Guimarães Rosa, escritor mineiro que inovou a linguagem das narrativas ficcionais brasileiras de caráter regionalista.
Machado de Assis e Guimarães Rosa são dois geniais escritores, verdadeira unanimidade de crítica literária nacional, cuja metalinguagem permite desdobramentos na própria interação entre as esferas do autor e a do leitor. Pertencem a duas épocas distintas e possuem estilos que em alguns aspectos apresentam semelhanças e em outros se distanciam completamente. A obra de Machado é permeada pelo pessimismo de Schopenhauer, narrando-se o desespero de uma vida onde tudo se tornou vão. A de Rosa, enlaça a admiração inicial de Nietzsche por Schopenhauer para, contudo, reverter esse pessimismo através da teoria do eterno retorno e dos aforismos de Zarathustra, com a alternância da alegria e do desespero, da criação e da destruição, do bem e do mal.
Em suas obras, Machado é o grande observador e analista da vida metropolitana da cidade do Rio de Janeiro. Ele observa, critica, ironiza, sempre com a intenção de conhecer melhor a alma humana e os comportamentos individuais na sociedade burguesa do século XIX.Guimarães Rosa, além de escritor, era médico e diplomata. Homem letrado e viajado. Como escritor, também é um grande observador. Há, inclusive, provas de que fazia isso sistematicamente, já que possuía inúmeros cadernos de anotações nos quais registrava fatos, descrevia as formas e cores da flora e da fauna do sertão mineiro e das atividades próprias dos lugares por onde andou, principalmente os aspectos que caracterizam o sertão de Minas Gerais – Os Gerais -, denominação utilizada pelo escritor para se referir aos campos, serrados e caatingas da região norte de Minas. Rosa, assim como Machado, apresenta personagens complexos, com dupla personalidade, com conflitos psicológicos, lidando com atitudes maniqueístas, mas, diferente de Machado, suas narrativas são ambientadas no sertão. É a vida simples do vaqueiro, do jagunço, do fazendeiro, com suas crenças e linguagens simples, que povoam o imaginário rosiano.
Se Machado surpreende pela linguagem polida, correta, sempre enquadrada nos padrões gramaticais de norma culta, Rosa vai mais além, pois apesar de grande conhecedor da gramática normativa, é o primeiro escritor que ousa inserir o linguajar dos habitantes do sertão ipsis verbis, isto é, registra, sem nenhuma alteração, muitas das variações utilizadas pelos falantes, o que resultou numa narrativa em que a escrita é permeada por aspectos próprios da oralidade. E não apenas nisso Rosa inovou. O léxico utilizado por esse escritor é riquíssimo em neologismos e arcaísmos e tem sido utilizado como corpus em inúmeros trabalhos acadêmicos em várias áreas do conhecimento: na biologia, na física, na geografia, na antropologia, enfim, há até trabalhos que exploram o caráter místico da obra de Guimarães Rosa.
Para Luiz Costa Lima, o uso do aforismo em ambos escritores é o que os distingue. Para Machado, o aforismo identifica-se como o lugar-comum, moeda-corrente, demonstrativo de uma “enfermidade depositada na linguagem e em seus usuários”(Li ma,1974, p.56). Já para Rosa, o aforismo corresponde à violação desse lugar-comum, fazendo do indivíduo índice de eventualidade. Índice de individualidade para um, sugestão de universalidade para outro, esses os extremos opostos a caracterizar os dois autores. A metalinguagem exercida por Machado junto às personagens será aplicada em Rosa junto às próprias palavras, onde o aforismo, tornado ambíguo, dará às personagens sua dimensão existencial.
Os dois escritores, cada um a seu modo, imortalizaram-se ao produzir obras que se tornaram marcos, “divisores de água”, na Literatura Brasileira. D.Casmurro, de Machado de Assis, e Grande Sertão:Veredas, de Guimarães Rosa, são, indubitavelmente, obras memoráveis que extrapolaram suas épocas e continuam servindo como objeto de estudo para inúmeras investigações científicas. Nesse sentido, vale registrar a análise feita por Madeira Filho (2000, p. 203), referente a D. Casmurro e Grande Sertão:Veredas:
Ambos os romances se expandem em uma cartografia fática - espelho refratário da outra, a da alma. Machado descreve as ruas do Rio de Janeiro, sugere seus subúrbios como o pano de fundo da mimesis social, prolongamento de um modo de ser típico a uma classe dominante que demarca seu território e seu domínio. Rosa, por sua vez, explora as trilhas do sertão, para abarcar um mundo alegórico que, de acordo com a filosofia patrística, justifique em Riobaldo o proprietário e patriarca.
É por essa e outras razões que o ano de 2008 deve ser lembrado como aquele em que se celebra o centenário de morte de Machado de Assis e o de nascimento de Guimarães Rosa. Cabe, principalmente a nós, acadêmicos, professores e alunos, conhecer e valorizar com maior profundidade a obra desses dois magníficos escritores, talvez os dois maiores expoentes da Literatura Brasileira de todos os tempos.
Referências
ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Dom Casmurro. São Paulo: Nova Cultural/Círculo do Livro, 1994.
LIMA, Luiz Costa. A metamorfose do silêncio. Rio de Janeiro: Eldorado, 1974.
MADEIRA FILHO, Wilson. Subúrbios e veredas – Apontamentos para uma leitura comparada dos narradores em Dom Casmurro e Grande Sertão:Veredas. In: Revista Scripta – Revista do Programa de Pós-Graduação em Letras e do CESPUC. Belo Horizonte: CESPUC/ Ed. PUC Minas, V. 3, Nº 6, 1º semestre de 2000, p. 201-212.
ROSA, João Guimarães. Grande Sertão:Veredas.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2006.
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*Professora de Teoria Literária, Literatura Portuguesa e Brasileira no Campus da UFPA-STM.
TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: trauma ou alívio ?
Por Gilmara dos Reis Ribeiro1
Chegar na reta final do Curso de Graduação poderia ser sempre um grande alívio aos acadêmicos, mas o trauma que a maioria dos alunos tem do Trabalho de Conclusão de Curso impede que isso ocorra.
Tendo em vista a obrigatoriedade2 do TCC para a academia, na tentativa de apontar aos acadêmicos concluintes alguns caminhos para que a elaboração desse trabalho científico não se torne um trauma acadêmico, os especialistas no assunto, Paulo Rogério Scarano3 e Maria Christina Zentgraf4 , no artigo Monografia sem segredo5, enumeram as etapas da produção do TCC.
Primeiramente, segundo eles, é necessário que o acadêmico escolha um tema da área com a qual mais tenha afinidade, o professor especialista no assunto que possa orientá-lo, conforme rege o regulamento da Graduação6 , para então apresentar-lhe uma lista de possíveis temas, e não que ele apresente ao acadêmico temas possíveis.
É preciso que o acadêmico participe de eventos relacionados ao tema para que possa enriquecer seus conhecimentos sobre o assunto a partir da análise e da observação de pontos abordados, a fim de deixar de lado os”achismos” e adotar a postura de pesquisador científico.
Para se definir o direcionamento do trabalho científico sem risco de repetição, além de ler outros TCCs, o acadêmico precisa ter como base para sua pesquisa uma boa bibliografia acerca do assunto, organizada com a ajuda do orientador.
Para Zentgraf e Scarano, a leitura para a elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso precisa abarcar além de livros, revistas, jornais, textos de teor científico extraídos da Internet, com o cuidado de selecionar textos de profissionais. É preciso também, estar sempre atualizado com as normas da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT).
Para início do trabalho, é necessário que à medida que se segue com a leitura das fontes de pesquisa, registre-se em fichas ou arquivos de computador os dados essenciais, observando as discrepâncias de opiniões entre autores, o que pode enriquecer o trabalho, para então se definir um foco preciso.
Após o estudo das referências, é hora de elaborar o Projeto que contemple a situação-problema, objetivos pretendidos, questões norteadoras, procedimentos metodológicos adotados e resultados propostos.
Munido do Projeto, cabe então ao acadêmico organizar o tempo para cada etapa, visando entregar o TCC no prazo previsto pela Universidade.
Para fins de enriquecimento do trabalho e da apresentação sugerem ainda, respectivamente, o uso de fotos, tabelas e gráficos, transparências, slides e vídeos. Além disso, recomendam ao acadêmico assistir outras apresentações de TCC para que se observe atitudes da banca examinadora e do examinado.
Cumpre lembrar que a redação do TCC não depende de um amontoado de informações adquiridas em um mês ou dois meses de leitura acerca do tema visado, todavia, segundo Scarano e Zentgraf, a produção textual7 freqüente do acadêmico é um dos segredos para uma boa redação.
A elaboração do TCC antecipadamente, tem muito a render para a academia, pois além de se chegar a um trabalho consistente, com satisfação, evita-se os transtornos para a secretaria do Curso, para a Instituição de Ensino, além de se tornar o marco da vida acadêmica, uma experiência sem traumas ou estresses.
NOTAS
1 Acadêmica do Curso de Letras, do 6º semestre, turma 2005/2
2 Regulamento da Gradução, Resolução n. 3633, de 18 de fevereiro de 2008,artigo 92.
3Paulo Rogério Scarano, professor de Metodologia do Trabalho Científico da Universidade Msckensie – São Paulo
4 Maria Christina Zentgraf, professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadusl do Rio de Janeiro.
5 ARAÚJO, Paulo, Monografia sem segredo.Revista Escola, nº 171. Ano XIX, abril 2004.
6 Regulamento da Gradução, Resolução n. 3633, de 18 de fevereiro de 2008,artigo 93.
7 Entende-se por produção textual, a prática da escrita desprendidas das obrigações acadêmicas, produzir pelo mero gosto de escrever.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Arte na Escola realiza oficinas em Curuá



O Projeto Arte na Escola(UFPA), pólo de Santarém, esteve realizando nos dias 31 de maio e no dia 1º de junho as oficinas: O que é Arte? e Arte Moderna dos intelectuais paraenses: Eneida de Moraes e Ismael Nery. Estiveram participando cerca de 45 professores de Curuá que trabalham com arte.
As oficinas constaram das partes teórica e prática.Dentre as atividades, os professores recriaram a obra de arte de Ismael Nery com terra colorida. A equipe do Arte na Escola desenvolveu ainda o trabalho através de planos.
As realizações das oficinas só foram possíveis com o apoio da Prefeitura e da Secretaria Municipal de Educação (SEMED) de Curuá.
O Projeto Arte na Escola tem como objetivo principal a capacitação de professores que trabalham com a disciplina de artes, já que em nossa cidade não há um curso de graduação nesta área. Em Santarém, o projeto é coordenado pela professora especialista Maria Luiza Pimentel que conta com o apoio de alunos voluntários do curso de Letras da Universidade Federal do Pará, Campus de Santarém.
sábado, 21 de junho de 2008
Alcoolismo: doença, sim!

A maioria das pessoas pode curtir um copo de vinho no jantar ou uma cerveja com os amigos. Mas, para outras, um copo torna-se dois, dois se tornam quatro e assim sucessivamente. Elas são simplesmente incapazes de parar de beber. E é aí que está o perigo, esta pessoa pode ser alcoólatra.
O alcoolismo é o conjunto de problemas relacionado ao consumo excessivo e prolongado do álcool; é entendido como o vício de ingestão excessiva e regular de bebidas alcoólicas, e todas as conseqüências decorrentes.
Nem toda pessoa que abusa do álcool pode ser considerada alcoólatra, mesmo que o consumo afete a família ou as responsabilidades de trabalho, ou exponha a pessoa a situações de perigo - como dirigir embriagado -, essa pessoa não é necessariamente alcoólatra. Apesar de abusar do álcool, o que não é nada saudável, pode não desenvolver uma dependência física. Já o alcoólatra, por outro lado, têm uma doença crônica. O alcoólatra é fisicamente dependente do álcool, ele sente necessidade deste como quem sente vontade de comer, eles desenvolvem uma tolerância ao álcool, precisando sempre de mais e mais bebida para sentir os mesmos efeitos, e, uma vez que começam, dificilmente conseguem parar. Quando o alcoólatra tenta parar de beber, experimenta os sintomas da abstinência: suores, náuseas, ansiedade, delírios, visões, tremores intensos e confusão mental.
A identificação precoce do alcoolismo geralmente é prejudicada pela negação dos pacientes quanto a sua condição de alcoólatras. Além disso, nos estágios iniciais é mais difícil fazer o diagnóstico, pois os limites entre o uso "social" e a dependência nem sempre são claros. Quando o diagnóstico é evidente e o paciente concorda em se tratar é porque já se passou muito tempo, e diversos prejuízos foram sofridos.
Há, atualmente, várias formas eficazes de se tratar o alcoolismo. O método mais simples, para casos mais leves, é a realização de consultas periódicas com uma equipe multidisciplinar experiente (incluindo psiquiatra ou psicólogo) com o apoio da família, onde são discutidas as dificuldades de abandonar o vício e encorajados os esforços. Estudos mostram que este é um método eficaz em reduzir o uso do álcool, dependendo diretamente da freqüência das consultas.
Outro método muito eficaz são os grupos de auto-ajuda, particularmente os alcoólicos anônimos. Esses são baseados em variações do programa de 12 passos, além de reuniões freqüentes. Os resultados dos AA são difíceis de avaliar, mas aproximadamente um terço permanece sóbrio de 1 a 5 anos, e um terço por mais que 5 anos. Outro conceito diferente de grupo de apoio é o de "Consumo Controlado", onde recomenda-se o uso em doses adequadas da bebida. A principal diferença é que no primeiro o alcoólatra tem que reconhecer que é incapaz de controlar a própria vida, no segundo afirma-se que o alcoólatra deve retomar esse controle.
Casos mais sérios devem ser acompanhados por psiquiatra para tratamento psicoterápico e medicamentoso. Muitos alcoólatras apresentam distúrbios psiquiátricos que necessitam de tratamento, e outros sofrem de sintomas de abstinência quando param de beber, conseqüência da dependência física do álcool. Geralmente, não é necessária internação para desintoxicação, pois a eficácia não é maior. No entanto, certos casos devem obrigatoriamente ser internados.
Concluindo, o álcool é responsável, além de diversas doenças, por grande parte dos atos de violência e dos acidentes dos mais variados, desde trânsito até de trabalho. Apesar das suas conseqüências desastrosas, o ato de beber é considerado parte fundamental do convívio social, dificultando as campanhas (muito aquém do necessário) de conscientização. No extremo do ato de beber, encontramos os alcoólatras, dependentes do álcool que devem contar com o apoio e compreensão da sociedade para sua recuperação, que deve abandonar o preconceito e tratá-los com respeito.
Algumas estatísticas sobre o álcool
O alcoolismo acomete de 10% a 12% da população mundial e 11,2% dos brasileiros que vivem nas 107 maiores cidades do país
A incidência de alcoolismo é maior entre os homens do que entre as mulheres
A incidência do alcoolismo é maior entre os mais jovens, especialmente na faixa etária dos 18 aos 29 anos, reduzindo com a idade
A álcool é responsável por cerca de 60% dos acidentes de trânsito e aparece em 70% dos laudos cadavéricos das mortes violentas
De acordo com a última pesquisa realizada pelo Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (CEBRID) entre estudantes do 1º e 2º graus de dez capitais brasileiras, as bebidas alcoólicas são consumidas por mais de 65% dos entrevistados, estando bem à frente do tabaco. Dentre esses, 50% iniciaram o uso entre os 10 e 12 anos de idade. Então por isso proibirão venda de alcool a menores de 16 anos.
Fonte: Associação Brasileira de Psiquiatria - Abuso e Dependência do Álcool
sexta-feira, 20 de junho de 2008
EXERCÍCIO FÍSICO E HIPERTENSÃO ARTERIAL
Se você é daquelas pessoas intemperantes, adora degustar demasiadamente doces e salgados e, acima de tudo, é sedentária, cuidado! Você pode estar em quadro clínico de risco de desenvolvimento de doenças.
Quando o assunto é coração, a preocupação deve dobrada. As enfermidades que atacam esse órgão são várias, dentre elas estão: disritmia cardíaca, isquemia do miocárdio, disfunção ventricular esquerda, doença da artéria coronária, enfarto do miocárdio, angina, entre outras1, no entanto, uma que causa grande temor é a hipertensão arterial. Esta pode ser definida simplesmente pela crônica e persistente elevação da pressão sanguínea2, que vem sendo considerada nos últimos tempos um dos maiores problemas de saúde pública das “sociedades avançadas”, tendo em vista os seus fatores de agravo relacionados, como o estresse profissional e pessoal, dieta inadequada e falta de prática de exercícios físicos3. Por conta disso, fica estimado em 25% da população mundial, o percentual de pessoas hipertensas, sendo que somente a metade dessa estimativa sabe disso e procura tratamento4.
A pressão arterial (PA) divide-se em sistólica e diastólica e geralmente é avaliada em milímetros de mercúrio (mmHg). Varia entre indivíduos em função de variáveis como hora do dia, atividade exercida, idade, e posição (em pé ou deitado), quando a PA é aferida. Níveis inferiores a 140/90 mmHg (ou 14/9 cmHg), dependendo da idade, é considerada normal. A tabela abaixo representa bem o enunciado.
Tab. 1 - Classificação da pressão arterial em adultos (+18 anos)

PA (mmHg)
Diastólica
<80>
80 – 90 – Pré-hipertensão
90 – 99 – Hipertensão estágio 1
≥ 100 – Hipertensão estágio 2
Sistólica
<120>
120 – 139 – Pré-hipertensão
>140 – 159 – Hipertensão estágio 1
≥160 – Hipertensão estágio 2
Fonte: Simão (2004, p. 60)
A instalação da hipertensão no organismo é assintomática, daí seu maior perigo, tornando-se perceptiva apenas em estágios mais avançados. Não obstante, alguns sintomas mais comuns podem ser reflexos do início desta doença crônico-degenerativa, são eles: dor de cabeça frontal ou nucal, náusea, vômito, tonteira, epistaxe, cansaço, palpitação e sudorese5.
Para se prevenir dessa “assassina silenciosa”, alguns cuidados devem ser respeitados. Ei-los: perder peso, caso for obeso; reduzir a ingestão de sal a menos de 2.300mg (uma colher de chá) por dia; manter a ingestão dietética adequada de potássio (frutas e vegetais); limitar a ingestão alcoólica e praticar exercícios regulares6.
Por outro lado, para manter a PA sob controle, em caso de acometido por essa doença, o aconselhado é valer-se do tratamento farmacológico, isto é, utilização dos anti-hipertensivos, mesmo que suscetíveis a efeitos colaterais diversos. Somado a isso, estão os exercícios físicos.
É recomendada aos hipertensos a prática regular de atividades físicas como meio de se controlar a PA não só por promover a perda de peso, como também, e tão importante quanto, melhorar a circulação periférica e orgânica. Ocorre, com isso, a diminuição do ônus do trabalho da musculatura cardíaca.
Aliada a isto, a dieta rica em frutas, vegetais, laticínios com baixo teor de gordura total (saturada, insaturada e colesterol) é preconizada, por recentes pesquisas, em ajudar sensivelmente a baixar a PA em pacientes hipertensos.
Vários são os estudos comprovando o efeito hipotensivo dos exercícios, desde que praticados de forma sistemática e com aconselhamento profissional. Por esse motivo, são indicados tanto na prevenção quanto no tratamento da pressão alta. As atividades aeróbicas, de força e resistidas (musculação) são ideais para baixar a pressão em repouso ao normal em pacientes propensos à hipertensão2.
Com relação aos negros, o risco de hipertensão arterial é elevado, assim como em pessoas com histórico familiar de hipertensão e idosos.
Deixar de praticar atividades físicas além de impedir a melhora da capacidade cardirrespiratória, diminuição do peso corporal gordo, aumento da massa magra, aumento da força, a melhora do perfil lipídico, a diminuição da freqüência cardíada (FC) de repouso, o aumento da FC máxima e a diminuição da PA, impossibilita a busca de uma vida mais saudável e de qualidade.
Cuide bem da sua saúde, ela lhe agradece.
REFERÊNCIAS:
1. POWERS, S. K.; HOWLEY, E. T. Fisiologia do exercício: teoria e aplicação ao condicionamento e ao desempenho. 3. ed. São Paulo, Manole, 2000.
2. SIMÃO, R. Fisiologia e prescrição de exercícios para grupos especiais. São Paulo: Phorte, 2004.
3. SOUSA, C. A.; HAERTEL, G. B.; SOUZA, M. C. Epidemiologia da hipertensão: exercícios físicos e comunidade. Revista Dynamis, Santa Catarina, v. 10, n. 41, p. 46-51, out/dez. 2002.
4. NESRALLA, I. A. Como cuidar bem do seu coração. 2. ed. Porto Alegre: Artes e Ofícios, 2000.
5. FERNANDES FILHO, J. A prática da avaliação física. 2. ed. Rio de Janeiro: Shape, 2003.
6. NIEMAN, D. C. Exercício e saúde: como se prevenir de doenças usando o exercício como seu medicamento. São Paulo: Manole, 1999.
Luiz Carlos Rabelo Vieira
Acadêmico do Curso de Educação Física da UEPA – Campus de Santarém

