terça-feira, 11 de setembro de 2007

Polícia Militar educa para a Vida



Projeto social incentiva meninos à educação e ao esporte em Santarém.
Por Paula Galvão


Sob coordenação do Sargento Leôncio Rego, o projeto “Garoto Nota 10” atende meninos com idade entre 6 a 17 anos no quartel do 3º BPM. Com nove anos de existência, o projeto visa conciliar lazer e estudo para as crianças assistidas, em parceria com a família, considerada o fator de auxílio mais importante para a criança.
Segundo o Sargento Leôncio, cerca de 10 crianças que estão hoje no projeto, vieram recomendadas pelo Conselho Tutelar; outras, como forma de premiação pelo bom desempenho escolar, foram indicadas pelo programa PETI (Programa de Erradicação do Trabalho Infantil). Anualmente, o projeto prioriza 10 vagas para meninos provindos do Conselho Tutelar e 20 para o PETI.
O Projeto atende somente meninos, pois, segundo o coordenador, estes apresentam mais dificuldades no convívio familiar, mas defende que “a criança nunca tem problema. O problema é a família da criança; que não dá atenção, não acompanha e a criança tem por obrigação aparecer de alguma forma, revelar que ela existe, e daí muitas vezes isso se reflete na escola.”
No “Garoto Nota 10”, como o nome sugere, o aluno deve ter uma boa conduta na escola, com notas boas; mas antes de exigir essa condição, o aluno deve gostar do Projeto, que realiza atividades esportivas, com um enfoque maior no futebol. O Sargento relatou ainda que muitos meninos provindos do Conselho Tutelar chegaram no quartel e mudaram o mau comportamento, e esse resultado positivo deve-se à atenção dada aos garotos: “eles sentem um carinho pela gente porque a gente dá atenção a eles.” - completou Leôncio.
O projeto da Polícia Militar tem surtido um efeito muito eficaz na sociedade e principalmente na família dos meninos. “A recompensa vem quando a gente encontra um pai que agradece pelo desenvolvimento e mudança do filho, e isso incentiva cada vez mais o nosso trabalho”.
Semestralmente, o coordenador realiza palestras para os alunos sobre as conseqüências das drogas, e, para os pais destes, palestras acerca de educação e o bom convívio em família.
Frente a tudo isso, o Sargento Leôncio avalia a existência do Projeto como bastante positiva, porque além de prevenir os garotos de uma vida com violência e outros males, o Projeto abre as portas para um futuro promissor, uma vez que muitos alunos, ao se tornarem atletas, jogam atualmente em clubes como o São Raimundo (Manaus- AM) e Remo (Belém-PA); outros já receberam propostas do Payssandu e até do Corinthians, de São Paulo.
O “Garoto Nota 10” é a prova de que projetos sociais podem dar certo, se a sociedade e a família contribuírem para este feito.

O papel dos contos de fadas na educação infantil

Por Fabiane Rabelo.

"ERA UMA VEZ uma criança que adorava ouvir histórias... ela nada mais esperava que viver cada momento, mas a cada passo dado neste seu mundo de sonhos e fantasia, pouco a pouco, sem o perceber,ia encontrando um sentido para a vida..."
Bruno Bettelheim, psicólogo norte-americano que realizou um estudo de base psicanalítica sobre os contos de fadas, procurou revelar em seu livro, “A Psicanálise dos Contos de Fadas”, o conteúdo psicológico dos contos e sua importância para o desenvolvimento das crianças.
Os chamados contos de fadas, como os clássicos “Chapeuzinho Vermelho”, “Branca de Neve”, “Sete Anões”, “Cinderela” e “Bela Adormecida” fascinam várias gerações em diferentes países e culturas. Essas histórias carregam uma força profunda, que não se deve apenas à mera função de distrair ou embalar o sono das crianças. O grande poder dos contos está na magia que apresentam e nas fantasias que despertam.
Bettelheim explica que os contos de fadas ajudam a criança a realizar quatro tarefas básicas: fantasia, recuperação, escape e consolo.
Os contos de Fadas são importantes manifestações das fantasias coletivas para uma criança, na medida em que, se identifica com a história ou com os personagens ela é capaz de criar um símbolo e colocar-se no lugar do outro. Ato fundamental para abandonar o egocentrismo típico das crianças e partir para uma vida adulta e coletiva.
Os contos utilizam como base de suas histórias os maiores conflitos da humanidade. Assim ao ler/ouvir um conto a criança está lendo não só os seus conflitos, mas os de todos os seres humanos que vivem e já viveram nesse planeta. Com as histórias dos outros ela pode se tornar capaz de resolver seus próprios problemas e, ainda, vai sentir-se forte para enfrentá-los.
Mas as razões do sucesso desses contos residem justamente no fato de falarem a linguagem emocional em que se encontra a criança.
Bruno Bettelheim ainda diz que os contos servem como “alivio de todas as pressões e não só oferece formas de resolver os problemas, mas promete uma solução ‘feliz’ para eles” o que é fundamental para dar sentido a vida de uma criança: a possibilidade de crescer e ser feliz. Também possibilita a criança de viver papéis de todas as matizes: ora é herói ora é bandido; ora é um príncipe ora é um monstro... assim vai experimentando e optando por aquele que mais se identifica e vivendo emoções na pele de todos os personagens.
Através dessas histórias a criança vai aprendendo a entender seus próprios conflitos internos e, com isso, começa a aprender e a crescer.

"E quanto àquela criança que adorava ouvir histórias? O mais importante que resta disso tudo é que nunca esqueçamos a lição... crianças, jovens ou adultos, no mundo das fadas todos seguimos encantados e... FELIZES PARA SEMPRE !"



Emir Bemerguy: A biografia de um artista

Por Sâmela Ramos

Poeta
“Poeta é o sujeito esquisito
Que planta a castanha do caju
A semente da goiaba
O caroço da manga
E já é capaz de ouvir
Os passarinhos que,
Quatro ou cinco anos mais tarde
Se agasalharão, cantando
Nos ramos da fruteira.”

O poeta que não é santareno de nascimento, mas exalta e enriquece a nossa literatura, nasceu em Fordlândia, em março de 1933. Estudou em Belterra, Santarém e Belém. Formou-se em Odontologia. Colaborou em vários jornais da cidade e capital.
É autor de centenas de letras musicadas pelo maestro Wilson Fonseca, com o qual tinha grande amizade. Emir Bemerguy representa, brilhantemente, um típico cidadão santareno. Em sua produção literária, incluem-se belos poemas, crônicas, contos, romances, que poderiam estar presentes em muitas obras. “Aquarela Mocoronga”, lançado em 1984, é um de seus livros, nele as belezas amazônicas, e, em especial, as de Santarém, são exaltadas pelo poeta.
Várias escolas de nossa cidade, e cidades da região, cito Itaituba, têm hinos com letra de sua autoria.
A sensibilidade do poeta abre-nos os olhos para a grandiosidade da literatura de expressão amazônica, da identidade desse povo, especialmente o santareno.
Recentemente, o ICBS (Instituto Cultural Bonerges Sena) lançou seu livro Momentos Poéticos, que reúne mais de 100 poemas do artista, encontram-se também músicas consagradas e hinos.


E Deus Criou os Anões
“Existem corações.
De vários tamanhos.
Alguns são tão pequenos,
Que as menores dores
Parecem insuportáveis,
Pois ficam apertadas
Dentro deles.
Foi assim que apareceram
Os anões espirituais
Incapazes de carregar
Cruzes maiores.”

Não encontramos apenas regionalismo na produção poética de Emir Bemerguy. Seus poemas alcançam, também, universalidade, e seus temas, a sentimentalidade e um caráter reflexivo. Assim é o nosso poeta, simples, porém, muito grandioso, sorte dos que o lêem.

A Cerâmica Tapajônica: ícone da cultura santarena




A arte é uma das representações da cultura de um povo. Em Santarém a arte se apresenta de variadas formas: na dança, na pintura e também na cerâmica. A Cerâmica Tapajônica ou santarena se desenvolveu entre os índios que habitavam as margens do Rio Tapajós. Segundo a arqueóloga Anna Roosevelt, os Tapajós seriam descendentes do povo de hábeis artesãos, este supostamente descendente dos Maias ou de Incas, que se desenvolveu na região de Santarém a partir do ano 1200 a.C.

A beleza da Cerâmica Tapajônica, ou como também é conhecida Cerâmica de Santarém, lembra o estilo barroco e a antiga arte chinesa, devido os detalhes de suas peças zoomorfas de feições ornamentais muito análogas. A maioria das peças da Cerâmica de Santarém foi encontrada em zonas de terra preta ou nas áreas conhecidas como bolsões. Por séculos, essa cultura ficou desconhecida da civilização moderna e, a partir do século XIX causou interesse ao ser divulgada por historiadores. As peças foram vendidas a colecionadores do Brasil e do exterior, o que fez com que essas peças, hoje, só possam ser encontradas em museus e em coleções particulares, em Santarém. Essa arte pode ser vista no Centro Cultural João Fona.

A cerâmica tapajônica é de fato o artesanato mais antigo do povo da região do Tapajós, alguns testes realizados nos EUA pela pesquisadora Anna Roosevelt, comprovam que foram produzidas há mais de seis mil anos, desde esse tempo os habitantes desta região já faziam peças como vaso de gargalo, vaso de cariátides e outros utensílios de suas necessidades.
Podem-se classificar as peças artesanais de Santarém em dois tipos: o vaso de gargalo onde predominam elementos zoomorfos e também representações de rostos humanos nos bojos esféricos dos vasos. Os vasos de Cariátides é assim chamado por estar o prato suportado por três fíguras femininas. Além da decoração incisa e ponteada, há abundante e rebuscada decoração plástica, com motivos antropomorfos e zoomorfos. Além desses dois tipos de peça da Cerâmica Santarena, destacam-se também as estatuetas; essas apresentam grandes variedades de formas antropomorfas ou zoomorfas. Podem ser: ocas, maciças, ou com partes ocas e partes maciças. Os Muiraquitãs, que são Fabricados de barro, pedra e até concha, apresentam-se sob cores variadas (amarelo, preto, cinza, vermelho) e não apenas verde como geralmente é mais conhecido.
Embora haja beleza e qualidade do trabalho de antigos habitantes de nossa região e dos novos artistas de nossa época, a cerâmica tapajônica ainda é pouco valorizada. Talvez a causa dessa desvalorização seja a falta de divulgação na história, ou o próprio desinteresse da população de Santarém, ou até mesmo da existência de poucos lugares para que essas peças possam ser prestigiadas.
Devemos considerar a arte tapajônica como um ícone da cultura santarena, pois traz em si fidelidade aos traços de nossa cultura. Hoje, podemos encontrar um exemplo de projeto que visa a preservação da nossa identidade cultural, é o “Projeto de resgate da Iconografia Santarena” da Faculdade Integradas do Tapajós, em parceria com o Banco da Amazônia, que tem como objetivo procurar revitalizar as técnicas de produção da arte cerâmica, recuperando os mais importantes traços do grafismos e das incisões iconográficas produzidos pela tribo Tapajó a fim de transformá-las em referências oficiais da cultura santarena.
A Cerâmica Tapajônica não pode ser deixada de lado, tem que ser preservada e prestigiada, pois só com a valorização da nossa cultura podemos conhecer nossas origens. Devemos considerar que a cerâmica de Santarém é uma das mais belas da pré-história brasileira e talvez, a mais antiga da Amazônia.

Fontes: Amazon View. Belém/Manaus. Edição 76. Ano X. EDIGRAM. Março/ Abril 2006; Faculdades Integradas do Tapajós – FIT. Iconografia santarena: figuras zoomórficas e antropomórficas dos artefatos tapajônicos. Santarém. Brasil. 2ª ed. 2006; http://www.amazonia.com.br; www.santarem.pa.gov.br; www.mae.usp.br/ adaptado por: Suelen Regina Aguiar Rocha.

O Exercício Físico e a Osteoporose


Por Luiz Vieira[1]



A saúde do ser humano mais do que nunca em tempos modernos é um reflexo do estilo de vida que se adota. Isto, por sua vez, influi diretamente, positiva ou negativamente, na qualidade de vida.
À medida que novos fatos surgiram, enquanto outros foram evidenciados, conceitos tiveram de ser modificados. Um deles é o de saúde. Eis o fato da Organização Mundial da Saúde (OMS) não considerá-la mais como apenas a ausência de doença, mas também o estado de completo bem-estar físico, mental e social. Isto pressupõe que uma pessoa sentido-se saudável, na verdade pode não estar.
Para efeito elucidativo da afirmação supradita toma-se como um exemplo de doença “silenciosa” que acomete aos poucos o ser humano, principalmente as mulheres, a Osteoporose. Esta pode ser definida, conforme Simão (2004), como a perda da densidade óssea normal, com aumento da fragilidade e da propensão às fraturas de punho, úmero e da porção proximal do fêmur (colo), sem contar na compressão de vértebras (provocando cifose progressiva), uma dolorosa conseqüência em função da desmineralização, isto é, da perda de tecido ósseo.
Vários são os fatores de risco que contribuem ao aparecimento desta doença degenerativa, conhecida popularmente de “reumatismo no sangue”. São eles os fatores intrínsecos ao indivíduo, como pele clara, corpo delgado, histórico familiar de osteoporose prematura, descendência européia ou asiática, idade avançada, amenorréia, menopausa precoce e nuliparidade (condição daquela que nunca pariu). Dentre os fatores extrínsecos estão o estilo de vida sedentário, consumo excessivo de cigarros, álcool, café e uso de corticóides. (SIMÃO, 2004)
A manifestação dessa doença pode dar-se de dois tipos:
Tipo I (pós-menopausa): manifesta-se com fraturas principalmente de rádio e vértebras e
Tipo II (senil): surge com fraturas do colo do fêmur, em indivíduos (principalmente em mulheres) acima dos 60 (sessenta) anos.
Para se prevenir da Osteoporose, é preconizada a realização de níveis adequados de atividade física durante a juventude, em função do alcance de uma boa massa óssea.
Preocupe-se com a Osteoporose, você que se enquadra no perfil de futuro osteoporótico (a), pois, de acordo com a OMS, cerca de 40% das mulheres terão pelo menos uma fratura vertebral até os 80 anos; 15% terão uma fratura de quadril ao longo de suas vidas e 15% terão fratura de punho aos 50 anos ou mais.
A inatividade física (hipocinesia) é um dos fatores que contribuem para a perda progressiva de massa óssea, sem contar os orgânicos. Portanto, estimular a osteogênese, ou seja, o aumento da densidade mineral óssea, é o melhor meio de se tentar reverter esse quadro, uma vez que o exercício físico não tem somente um efeito sistêmico, mas também um efeito local sobre o osso. Os exercícios com pesos (musculação), por estressarem o tecido ósseo a ponto de modificar positivamente sua arquitetura interna, são os mais aconselháveis, desde que bem orientados por profissionais capacitados como médicos e professores de educação física. Mude desde já seus hábitos através desses saberes, afinal a situação da sua saúde depende inteiramente de você.



REFERÊNCIA:

SIMÃO, Roberto. Fisiologia e prescrição de exercícios para grupos especiais. São Paulo: Phorte, 2004.


[1] Acadêmico do 5º período do curso de Licenciatura Plena em Educação Física da UEPA, Campus de Santarém.

Extinção acelerada de anfíbios



[1]Por Ronniclebson


Os biólogos estudam, cada vez mais, as combinações hierárquicas dos ciclos de perturbação ambiental e respostas bióticas em relação à macro e mega-escalas de agressão ao ambiente, seja terrestre ou aquático. Os anfíbios têm a pele altamente permeável, sendo assim, supõe-se que possam ser mais susceptíveis às toxinas do meio ambiente ou às mudanças nos padrões de temperatura e umidade do que outras espécies de vertebrados terrestres. Os declínios e extinções maciças dessas populações são um problema global com causas locais complexas. Entre essas causas podemos encontrar algumas hipóteses, como o aumento nos índices de radiação ultravioleta (conseqüência da diminuição da camada de ozônio atmosférico), novos predadores nos ecossistemas “in loco” (espécies que foram introduzidas pelo ser humano), toxidade e acidez ambiental (provocados pela monocultura, agrotóxicos, pesticidas...), fragmentação e destruição de habitat, enfermidades emergentes (como um fungo que já matou dezenas de anfíbios na mata atlântica) e interações entre estes fatores.
Para investigar mais a fundo esse fenômeno, foi criada uma força tarefa composta por pesquisadores nacionais e internacionais. Os primeiros resultados das investigações confirmam o desaparecimento de espécies na Costa Rica, em área florestal sem aparentes atividades humanas, 20 espécies não mais foram encontradas desde os anos 80, apesar de esforços atribuídos para tal fim. Em alguns casos, foi possível atribuir a causa do desaparecimento ao uso de pesticidas, inclusive aqueles que interferem com os hormônios dos insetos, e, por conseqüência, afetam os anfíbios.
Um dos fatores ao qual se pensou atribuir o decréscimo se deu com o aumento das radiações ultravioleta da faixa B (particularmente danosa para os organismos vivos), aparentemente não tem influência sensível apesar de pesquisadores como Collins(2003) e Saylor(1997), elucidarem em seus livros que os anfíbios são extremamente susceptíveis a radiação UV-B, dado que seus ovos carecem de casca, e sua pele, tanto a dos espécimes adultos como a dos juvenis, é delgada e delicada.
A “força tarefa” a cargo das pesquisas, por seu relativo insucesso em determinar as razões do fenômeno, sugeriu um ataque multidisciplinar ao problema, visando identificar os verdadeiros fatores que estão provocando as reduções populacionais e a provável extinção de espécies em ambientes naturais.

Em 16 de fevereiro de 2007, cientistas de todo mundo reuniram-se em Atlanta, para dar início à formação de um grupo chamado Amphibian Ark, com o objetivo de salvar 6.000 espécies da extinção.
Com o declínio populacional dos anfíbios, a população humana passa a ser diretamente afetada, por atuarem no controle populacional principalmente de invertebrados como baratas, grilos, mosquitos, aranhas, etc. Na ausência desses animais, o aumento de doenças tropicais, em áreas rurais e urbanas é bem notório.

[1] Aluno do 6º semestre de Licenciatura Plena em Ciências Biológicas (FIT)

sexta-feira, 17 de agosto de 2007

Olho de Boto realiza seminário sobre os Gêneros do Jornal



Por Aulenice Ferreira

No dia 13 de junho a Coordenação e o Corpo Editorial do Jornal Olho de Boto da UFPA realizaram, no Auditório Wilson Fonseca, o Seminário Gêneros do Jornal: Funcionamento, Veiculação e Pesquisa. Estiveram participando acadêmicos, professores da Universidade Federal do Pará e alunos de outras instituições de ensino superior da área de jornalismo. Na avaliação do Coordenador do Jornal, Heliud Luís Maia, o evento foi muito produtivo.
O Seminário ocorreu pela parte da manhã e tarde. Foram discutidos os mais diversos temas e assuntos acerca do jornal impresso e da mídia. Dentre os palestrantes estiveram presentes João Georgios Ninos, Manuel Dutra, Ormano Souza, jornalistas e o Professor Odenildo Sousa. Acadêmicos e professores fizeram questionamentos acerca dos temas discutidos, foram enfatizados assuntos sobre reportagem, notícias, a função social e o papel do jornalista na sociedade.
Pela manhã, O Professor Doutor em Jornalismo Manuel Dutra discutiu sobre a estrutura composicional do jornal e o trabalho do jornalista na sociedade, em seguida, o palestrante Georgios Ninos destacou alguns problemas da área jornalística de alguns jornais que veiculam notícias pela cidade e os cuidados que se deve ter ao divulgar informações. Pela parte da tarde, o professor Especialista Ormano Souza iniciou o evento palestrando sobre a reportagem, o evento encerrou com a participação do Professor Mestre Odenildo Souza que comentou acerca dos contrapontos e interseções entre a Literatura e Jornalismo.
O Coordenador do Jornal Olho de Boto acredita que eventos desse tipo devem ser realizados com finalidade de se levantar uma discussão acadêmica e é de grande importância que as universidades estejam realizando seminários como forma de oportunizar aos estudantes e professores da UFPA e outras instituições de ensino de superior conhecimentos e informações relevantes para a formação acadêmica.